25/05/2019
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) destaca a passagem do 25 de maio, o Dia da África. A data foi instituída oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) e faz memória à fundação da Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, no ano de 1963. O Dia da África também integra o calendário oficial da Bahia, a partir da Lei Estadual 13.693, sancionada em 2017 pelo governador Rui Costa.
Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra o regime do Apartheid, além do esforço para construção de territórios organizados e desenvolvidos. A data é comemorada em vários países africanos e em diversas partes do mundo.
Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, a data pode é uma das mais significativas no calendário de lutas do povo negro e no âmbito dos marcos de resistência e afirmação dos países africanos. “Proporciona uma reflexão sobre o processo de formação identitária do nosso povo. É uma oportunidade de celebrar e reforçar as relações históricas entre Brasil e África, desde a condição de escravização de pessoas e até o processo de superação ainda em curso. Momento também de ressaltar os valores e influências africanas na nossa cultura e modos de vida”, afirmou.
O 25 de maio enaltece, ainda, a importância das ações afirmativas e das políticas de reparação ao povo negro, instrumentos para ressiginificar a história e potencializar o enfrentamento ao racismo e às intolerâncias. Uma das ações mais importantes foi a instituição da Década Internacional Afrodescendente (2015-2024) pela ONU, abraçada de forma pioneira pelo Governo da Bahia. Outro marco balizador para o trabalho governamental neste campo é o Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa da Bahia, além do Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais.
Mais sobre o Dia da África - O Dia da África é celebrado como feriado público em países africanos como Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe. Também há celebrações, porém, realizadas em diversas outras nações do continente e da diáspora. O dia também tem um profundo significado para a memória coletiva dos povos do continente e demonstração de objetivo comum de unidade e solidariedade dos africanos na luta pelo desenvolvimento econômico do continente.
O continente africano e relações com o Brasil - A África é formada por 54 países, que têm distintas etnias, culturas e distribuição social, assim como aspectos econômicos e políticos diferentes. Depois da Ásia, é o continente mais populoso do mundo. O Continente Africano está dividido em cinco regiões: África Setentrional, África Ocidental, África Central, África Oriental e África meridional. Os países que se tornaram referência em decorrência do crescimento econômico são África do Sul, Egito e Líbia. Recentemente registram avanços Angola, Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
A relação do Brasil com os países africanos é profícua. Fatores econômicos e políticos, bem como vínculos culturais e afinidades de diversas naturezas unem o Brasil à África. Entre eles destaca-se a consciência da população brasileira de sua raiz africana. Atualmente, segundo dados do IBGE, através da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), 55,8% dos brasileiros se definem como negros (preto/pardo), maior população fora da África.