06/12/2016
Acontece até a próxima quinta-feira (8), no município de Feira de Santana, a “Capacitação em Pesquisa - Ciganos no Nordeste”, com a participação de representações do segmento, estudantes, pesquisadores, assistentes sociais, antropólogos, sociólogos, dentre outros profissionais e interessados na temática. O objetivo é promover formação em identidade, história e cultura dos povos ciganos, além de trocar experiências, mapeando onde estão, quem são e o que necessitam.
A atividade é organizada pela Associação Social de Apoio Integral aos Ciganos (Asaic) com a parceria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), entre outras instituições. Para o coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, Claúdio Rodrigues, que acompanhou a abertura do encontro na última segunda-feira (05), no Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, a iniciativa é pioneira na Bahia.
“Além de dar visibilidade aos ciganos, o evento é uma oportunidade para traçar estratégias importantes na consolidação de políticas públicas que atendam as suas demandas e especificidades”, disse Rodrigues. Um dos coordenadores da atividade, o doutor em Ciências Biológicas, Jucelho Dantas, da etnia calon, destacou, ainda, a importância da ação para desconstrução de estereótipos. “O preconceito com os ciganos já foi muito mais forte, porque até pouco tempo eram nômades, em sua grande maioria”, disse.
Histórico
Estima-se que vivam cerca de 300 mil ciganos no Nordeste, no entanto pouco se sabe sobre sua história e cultura, bem como suas reais necessidades sociais. Segundo o professor Jucelho, os ciganos migraram da Índia para Europa, de onde se espalharam pelo mundo. No Brasil, chegaram em 1574. Sua principal atividade econômica era a compra e venda de animais, o que mudou ao longo do tempo, como eletrodomésticos e carros. “São muito versáteis. Se adaptam às condições que são oferecidas”, explicou.
Na Bahia, a predominância é da etnia calon. Estão presentes ciganos de Camaçari, Jacobina, Feira de Santana, Cruz das Almas, entre outros municípios. Também participou da abertura do evento Luiz Bastos, da Coordenação de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi. A programação é extensa, até a próxima quinta-feira, com aulas, palestras de especialistas na área, pesquisa, escuta da população e dinâmicas. Confira AQUI.
Dia do Cigano
O Dia Nacional do Cigano foi instituído em 25 de maio de 2006 por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reconhecimento à contribuição da etnia cigana na formação da história e da identidade cultural brasileira. No calendário cigano, o dia 24 de maio é dedicado a Santa Sara Kali, padroeira dos povos ciganos. A data também é um momento de reflexão acerca da sua histórica dificuldade de acesso a políticas públicas, reconhecimento e incentivo à integração deste segmento tradicional da população. “O reconhecimento dos ciganos no então governo Lula melhorou a autoestima do segmento. E, a partir disso, começamos a participar de vários encontros na Bahia e no Brasil”, concluiu Jucelho.
A atividade é organizada pela Associação Social de Apoio Integral aos Ciganos (Asaic) com a parceria da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), entre outras instituições. Para o coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, Claúdio Rodrigues, que acompanhou a abertura do encontro na última segunda-feira (05), no Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, a iniciativa é pioneira na Bahia.
“Além de dar visibilidade aos ciganos, o evento é uma oportunidade para traçar estratégias importantes na consolidação de políticas públicas que atendam as suas demandas e especificidades”, disse Rodrigues. Um dos coordenadores da atividade, o doutor em Ciências Biológicas, Jucelho Dantas, da etnia calon, destacou, ainda, a importância da ação para desconstrução de estereótipos. “O preconceito com os ciganos já foi muito mais forte, porque até pouco tempo eram nômades, em sua grande maioria”, disse.
Histórico
Estima-se que vivam cerca de 300 mil ciganos no Nordeste, no entanto pouco se sabe sobre sua história e cultura, bem como suas reais necessidades sociais. Segundo o professor Jucelho, os ciganos migraram da Índia para Europa, de onde se espalharam pelo mundo. No Brasil, chegaram em 1574. Sua principal atividade econômica era a compra e venda de animais, o que mudou ao longo do tempo, como eletrodomésticos e carros. “São muito versáteis. Se adaptam às condições que são oferecidas”, explicou.
Na Bahia, a predominância é da etnia calon. Estão presentes ciganos de Camaçari, Jacobina, Feira de Santana, Cruz das Almas, entre outros municípios. Também participou da abertura do evento Luiz Bastos, da Coordenação de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi. A programação é extensa, até a próxima quinta-feira, com aulas, palestras de especialistas na área, pesquisa, escuta da população e dinâmicas. Confira AQUI.
Dia do Cigano
O Dia Nacional do Cigano foi instituído em 25 de maio de 2006 por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reconhecimento à contribuição da etnia cigana na formação da história e da identidade cultural brasileira. No calendário cigano, o dia 24 de maio é dedicado a Santa Sara Kali, padroeira dos povos ciganos. A data também é um momento de reflexão acerca da sua histórica dificuldade de acesso a políticas públicas, reconhecimento e incentivo à integração deste segmento tradicional da população. “O reconhecimento dos ciganos no então governo Lula melhorou a autoestima do segmento. E, a partir disso, começamos a participar de vários encontros na Bahia e no Brasil”, concluiu Jucelho.