Sepromi lamenta morte de Roberto Oswaldo Griot, um dos maiores pintores da arte negra brasileira

04/09/2015

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Com um dos trabalhos de maior referência à cultura negra na Bahia, onde desenvolveu boa parte de sua carreira artística, o pintor Roberto Oswaldo Griot faleceu, nesta quarta-feira (1º), por conta de complicações num quadro de insuficiência respiratória.

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) lamenta a morte do profissional e se solidariza com seus familiares, amigos e admiradores, sem deixar de registrar a perda para a arte afrobrasileira. Em suas obras, o artista plástico expõe a combinação de símbolos religiosos, onde através do contato com o candomblé e a umbanda, busca a relação entre os orixás, a numerologia e a astrologia.

Trajetória - Griot iniciou as atividades na área em 1950, no Rio de Janeiro, mas veio para Bahia em 1979, dando continuidade aos trabalhos voltados para cultura negra. Foi presidente da Associação dos Artesãos do Centro Histórico de Salvador e coordenou a área de artes plásticas do Fórum de Entidades Negras da Bahia, abrindo, em 1999, seu atelier na Ladeira do Carmo.

Também fez parte do comitê artístico do Festival Pan Africano das Artes e das Culturas e inaugurou, no Centro Histórico, a Galeria ILEKUN-IFÁ. Daí nasceu o projeto Cultura Negra Através da Arte (CNAA) e o Instituto Negro de Arte e Cultura de Salvador (INAC), que realizou vários movimentos com o objetivo de buscar a autoestima e perspectiva de futuro para o cidadão afrodescendente.