A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) divulgou nesta quarta-feira (10), em Salvador, os números atualizados da atuação no Carnaval da Bahia, em coletiva de imprensa, juntamente com outras secretarias de governo. A titular da pasta, Vera Lúcia Barbosa, explicou que as ações foram uma extensão dos serviços do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela.
Durante a folia os técnicos aplicaram 446 questionários junto ao público, em todos os circuitos da festa. Destes, 39,9% alegaram ter sofrido racismo em algum momento da vida. Dos entrevistados, 10,1% pontuaram que o caso ocorreu em espaços públicos ou festas populares. Já 60,6% disseram ter presenciado o ato.
"Conseguimos potencializar ações sociais diversas, colocando a temática racial na reflexão. Atuamos com abordagens e posto de atendimento, alimentando as estatísticas da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Trabalhamos na compreensão de que o racismo é histórico e persiste na sociedade, um problema a ser enfrentado também no período carnavalesco", pontuou a secretária Vera Lúcia, destacando, ainda, a parceria com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).