11/08/2021
A Revolta dos Búzios, movimento revolucionário negro e popular, deflagrado em 1798 na Bahia, completa 223 anos nesta quinta-feira (12). O Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), destaca a importância desta data, reforça e dá visibilidade às mobilizações protagonizadas pela sociedade civil. O levante popular é considerado um dos mais amplos e importantes, do ponto de vista político, econômico e social do século 18.
Este ano, como estratégia de resgate da memória e preservação dos legados de resistência negra, o Governo do Estado desenvolve uma campanha que traz a mensagem “Igualdade, liberdade e respeito. Sempre”. A ação utiliza estratégias de internet, associada a atividades públicas e entregas/ações voltadas à população negra, que podem ser acompanhadas neste site e nas redes sociais da Sepromi.
Este ano, como estratégia de resgate da memória e preservação dos legados de resistência negra, o Governo do Estado desenvolve uma campanha que traz a mensagem “Igualdade, liberdade e respeito. Sempre”. A ação utiliza estratégias de internet, associada a atividades públicas e entregas/ações voltadas à população negra, que podem ser acompanhadas neste site e nas redes sociais da Sepromi.

Dia 12 de agosto, um dia emblemático
No dia 12 de agosto de 1798 a capital baiana amanheceu com diversos manuscritos espalhados em prédios públicos, conclamando a população para uma revolta que, entre outros temas, defendia a proclamação da República, o fim da escravidão, redução de impostos, além de outras pautas reivindicatórias.
As publicações propagavam mensagens diversas, dentre elas, a mais emblemática: “Animai-vos, povo bahiense, que está para chegar o tempo feliz da liberdade. O tempo em que todos seremos irmãos. O tempo em que todos seremos iguais”.
O movimento ganhou força e agregou segmentos mais pobres da população baiana para defender propostas que realmente os representassem. Foi uma das maiores manifestações populares comandadas pelo povo negro que lutava pela democracia, exigindo direitos de igualdade de raça e melhoria das condições de vida da população.
Perseguidos e condenados
Depois de perseguidos e condenados, em 8 de novembro de 1799, um ano após o início da Revolta dos Búzios, seus líderes foram executados publicamente, no local onde hoje está instalada da Praça da Piedade, na capital baiana. O título do movimento deve-se ao fato de que muitos ativistas usavam búzios presos a uma pulseira para facilitar a identificação entre si. A Revolta dos Búzios também é conhecida como Conjuração Baiana e Revolta dos Alfaiates, uma vez que seus representantes exerciam este ofício.
Reconhecimento nacional
Os nomes dos líderes da manifestação (João de Deus do Nascimento – 38 anos, Lucas Dantas de Amorim Torres – 24 anos, Manuel Faustino Santos Lira – 18 anos e Luis Gonzaga das Virgens e Veiga – 36 anos) foram inscritos no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 4 de março de 2011, mais de 200 anos após suas mortes, depois da sanção da Lei 12.391 pela então presidenta Dilma Rousseff.
Apesar de não ter sido registrado no Livro dos Heróis da Pátria, Antônio José também contribuiu, de forma efetiva, no movimento revolucionário, sendo preso em 28 de agosto de 1798. No dia seguinte ele foi encontrado morto em sua cela com sinais de envenenamento.
A participação das mulheres
Entre as principais lideranças da Revolta dos Búzios estavam mulheres que participaram ativamente deste fato histórico. Assim como outros revolucionários, tiveram penas de prisão. Dentre as lideranças femininas que atuaram estão Luiza Francisca D’Araújo, Lucrécia Maria, Ana Romana Lopes, Domingas Maria do Nascimento e Vicência.
Bandeira histórica foi instalada em Salvador
Uma réplica da bandeira da Revolta dos Búzios foi instalada em 2015, em Salvador, sendo hasteada pelo governador Rui Costa, outras autoridades e lideranças representativas do movimento negro, atendendo a uma demanda histórica dos setores organizados da sociedade civil.
A instalação da bandeira foi resultado de uma articulação das secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Comunicação (Secom) e da Cultura (Secult), além do bloco afro Olodum, visando contribuir para resgate da história da luta dos negros na Bahia e no Brasil. Com duas faixas nas cores branca e azul, bem como uma estrela vermelha, a bandeira também tem a inscrição em latim “Surge, nec mergitur” (Apareça e não se esconda). A Praça da Piedade também abriga os bustos de alguns dos principais mártires do movimento: Manuel Faustino, Lucas Dantas, João de Deus e Luís Gonzaga.
No dia 12 de agosto de 1798 a capital baiana amanheceu com diversos manuscritos espalhados em prédios públicos, conclamando a população para uma revolta que, entre outros temas, defendia a proclamação da República, o fim da escravidão, redução de impostos, além de outras pautas reivindicatórias.
As publicações propagavam mensagens diversas, dentre elas, a mais emblemática: “Animai-vos, povo bahiense, que está para chegar o tempo feliz da liberdade. O tempo em que todos seremos irmãos. O tempo em que todos seremos iguais”.
O movimento ganhou força e agregou segmentos mais pobres da população baiana para defender propostas que realmente os representassem. Foi uma das maiores manifestações populares comandadas pelo povo negro que lutava pela democracia, exigindo direitos de igualdade de raça e melhoria das condições de vida da população.
Perseguidos e condenados
Depois de perseguidos e condenados, em 8 de novembro de 1799, um ano após o início da Revolta dos Búzios, seus líderes foram executados publicamente, no local onde hoje está instalada da Praça da Piedade, na capital baiana. O título do movimento deve-se ao fato de que muitos ativistas usavam búzios presos a uma pulseira para facilitar a identificação entre si. A Revolta dos Búzios também é conhecida como Conjuração Baiana e Revolta dos Alfaiates, uma vez que seus representantes exerciam este ofício.
Reconhecimento nacional
Os nomes dos líderes da manifestação (João de Deus do Nascimento – 38 anos, Lucas Dantas de Amorim Torres – 24 anos, Manuel Faustino Santos Lira – 18 anos e Luis Gonzaga das Virgens e Veiga – 36 anos) foram inscritos no Livro de Aço dos Heróis Nacionais em 4 de março de 2011, mais de 200 anos após suas mortes, depois da sanção da Lei 12.391 pela então presidenta Dilma Rousseff.
Apesar de não ter sido registrado no Livro dos Heróis da Pátria, Antônio José também contribuiu, de forma efetiva, no movimento revolucionário, sendo preso em 28 de agosto de 1798. No dia seguinte ele foi encontrado morto em sua cela com sinais de envenenamento.
A participação das mulheres
Entre as principais lideranças da Revolta dos Búzios estavam mulheres que participaram ativamente deste fato histórico. Assim como outros revolucionários, tiveram penas de prisão. Dentre as lideranças femininas que atuaram estão Luiza Francisca D’Araújo, Lucrécia Maria, Ana Romana Lopes, Domingas Maria do Nascimento e Vicência.
Bandeira histórica foi instalada em Salvador
Uma réplica da bandeira da Revolta dos Búzios foi instalada em 2015, em Salvador, sendo hasteada pelo governador Rui Costa, outras autoridades e lideranças representativas do movimento negro, atendendo a uma demanda histórica dos setores organizados da sociedade civil.
A instalação da bandeira foi resultado de uma articulação das secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Comunicação (Secom) e da Cultura (Secult), além do bloco afro Olodum, visando contribuir para resgate da história da luta dos negros na Bahia e no Brasil. Com duas faixas nas cores branca e azul, bem como uma estrela vermelha, a bandeira também tem a inscrição em latim “Surge, nec mergitur” (Apareça e não se esconda). A Praça da Piedade também abriga os bustos de alguns dos principais mártires do movimento: Manuel Faustino, Lucas Dantas, João de Deus e Luís Gonzaga.