Lideranças religiosas buscam preservação de terreiro em Águas Claras

25/02/2016

Com 54 anos de preservação da cultura ancestral e serviço à comunidade, o terreiro Imbanzangolá, em Águas Claras, recebeu a visita de representantes da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) nesta quinta-feira (25).  “O objetivo foi conhecer a história e o espaço religioso para discutir a regularização e o tombamento da área, conforme demanda que nos foi apresentada”, explicou a chefe de gabinete da pasta, Fabya Reis.

“A casa não é minha. É de Iemanjá e Obaluaê”, avisou Mãe Naná, 87 anos, ao mostrar a área, com aproximadamente 6 mil metros quadrados e variedade de plantações que incluem obi e pimenta da costa, utilizadas em rituais sagrados. A ialorixá já tem 60 anos de santo, dedicando-se à manutenção das tradições, bem como ao ensino de bordados típicos das vestimentas do candomblé.

O encontro foi intermediado pelo Tatá Ricardo Tavares, sacerdote do terreiro de Lembá e filho de santo do Imbanzangolá, que destacou a necessidade de assegurar a preservação do local para manter viva a memória da comunidade. Ele também ressaltou o papel desempenhado pela líder religiosa, que cuida diretamente de 150 filhos de santo. “É um exemplo de resistência”, disse.