16/09/2016
Durante seminário no município de Santo Antônio de Jesus, a 190 km de Salvador, as políticas afirmativas e o processo de autodeclaração foram destacados como conquistas históricas para o enfrentamento ao racismo no Brasil. O evento, que reúne estudantes, educadores e gestores de instituições de ensino superior da Bahia, foi aberto nesta quinta-feira (16). A realização é do grupo de trabalho "Universidades", da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, coordenado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
"Estamos trazendo para o debate as questões fundamentais sobre o princípio da autodeclaração dos estudantes cotistas nas universidades, direito conquistado pelo povo negro, do qual não se pode abrir mão. Também discutimos os possíveis casos de fraude neste processo de ingresso no ensino superior”, afirmou a titular da Sepromi, Fabya Reis. “O esforço é no sentido de dialogarmos com as instituições e a sociedade civil, para encontrarmos a melhor forma de coibir as ameaças a este processo de garantia de direito à população de negras e negros, prejudicada ao longo da história pela exclusão nas políticas públicas", concluiu, informando que a pasta também tem intensificado o diálogo sobre esta pauta com a Defensoria Pública do Estado e entidades afins.
Para a diretora do Instituto Federal da Bahia (IFBA) local, Edna Matos, as políticas de cotas são necessárias. “A população negra precisa desta reparação para ingresso nas universidades, já que não tiveram, ao longo da história, condições de igualdade para isso. Praticamos o sistema cotista, inclusive, para o ensino médio, com o qual nossa instituição também trabalha. Buscamos atender a uma população de maioria negra, trabalhadora", destacou. Ela disse, ainda, que o objetivo central é fazer acontecer uma educação inclusiva para o segmento mais pobre e demandante desta medida.
A representante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a pró-reitora Maria Goretti Fonseca, falou da importância da escolha de Santo Antônio de Jesus para sediar os debates. "Precisamos difundir ainda mais a igualdade racial no Recôncavo Baiano", enfatizou. Já a pró-reitora de Ações Afirmativas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marluce Macedo, compartilhou as expectativas da instituição. “Essa pauta já tem sido bastante disseminada na universidade, com o apoio da Rede de Combate ao Racismo, e espero que esse encontro dê continuidade ao trabalho, trazendo resultados importantes para toda a população negra, no enfrentamento ao preconceito”.
O advogado, professor e militante do movimento negro, Samuel Vida, destacou a importância de iniciativas para combater o racismo institucional. “Através das desigualdades sociais, enxergamos o racismo, que produz hierarquias, dificultando o acesso às políticas públicas e aos direitos básicos do povo negro”. As atividades continuam ao longo desta sexta-feira (16), inclusive, com o lançamento do livro “As Vinte e Uma Faces de Exu na Filosofia Afrodescendente da Educação”, de Emanuel Luís Roque Soares.
"Estamos trazendo para o debate as questões fundamentais sobre o princípio da autodeclaração dos estudantes cotistas nas universidades, direito conquistado pelo povo negro, do qual não se pode abrir mão. Também discutimos os possíveis casos de fraude neste processo de ingresso no ensino superior”, afirmou a titular da Sepromi, Fabya Reis. “O esforço é no sentido de dialogarmos com as instituições e a sociedade civil, para encontrarmos a melhor forma de coibir as ameaças a este processo de garantia de direito à população de negras e negros, prejudicada ao longo da história pela exclusão nas políticas públicas", concluiu, informando que a pasta também tem intensificado o diálogo sobre esta pauta com a Defensoria Pública do Estado e entidades afins.
Para a diretora do Instituto Federal da Bahia (IFBA) local, Edna Matos, as políticas de cotas são necessárias. “A população negra precisa desta reparação para ingresso nas universidades, já que não tiveram, ao longo da história, condições de igualdade para isso. Praticamos o sistema cotista, inclusive, para o ensino médio, com o qual nossa instituição também trabalha. Buscamos atender a uma população de maioria negra, trabalhadora", destacou. Ela disse, ainda, que o objetivo central é fazer acontecer uma educação inclusiva para o segmento mais pobre e demandante desta medida.
A representante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a pró-reitora Maria Goretti Fonseca, falou da importância da escolha de Santo Antônio de Jesus para sediar os debates. "Precisamos difundir ainda mais a igualdade racial no Recôncavo Baiano", enfatizou. Já a pró-reitora de Ações Afirmativas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Marluce Macedo, compartilhou as expectativas da instituição. “Essa pauta já tem sido bastante disseminada na universidade, com o apoio da Rede de Combate ao Racismo, e espero que esse encontro dê continuidade ao trabalho, trazendo resultados importantes para toda a população negra, no enfrentamento ao preconceito”.
O advogado, professor e militante do movimento negro, Samuel Vida, destacou a importância de iniciativas para combater o racismo institucional. “Através das desigualdades sociais, enxergamos o racismo, que produz hierarquias, dificultando o acesso às políticas públicas e aos direitos básicos do povo negro”. As atividades continuam ao longo desta sexta-feira (16), inclusive, com o lançamento do livro “As Vinte e Uma Faces de Exu na Filosofia Afrodescendente da Educação”, de Emanuel Luís Roque Soares.