22/11/2016
Um dos terreiros mais importantes do país, o Ilê Iyá Omin Axé Iyámassê, também conhecido como Terreiro do Gantois, contou com a visita da titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, no último domingo (20), o Dia Nacional da Consciência Negra. A secretária foi recebida pela yalorixá Carmem Oliveira da Silva, a mãe Carmem, sucessora de mãe Menininha do Gantois, quando conversaram com a comunidade religiosa sobre as políticas de promoção do povo negro e o diálogo interreligioso na Bahia.
O templo é de nação Keto e foi fundado em 1849, de acordo com o Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. É tombado, inclusive, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (MinC). O Gantois é considerado um dos mais expressivos espaços religiosos do país, realizando ampla interação com outras matrizes e trabalho social consolidado na comunidade do entorno do bairro da Federação, onde está sediado.
Para a secretária, o Terreiro do Gantois é um espaço de luta e resistência do povo negro, responsável pela disseminação da cultura africana no Brasil. “Tem dado uma grande contribuição à Bahia e ao Brasil, pelo serviço social que desenvolve, com grande força e fé expressas em cada iniciativa empreendida. Soma-se ao patrimônio material e imaterial do conjunto das religiões de matriz africana. Nossa prioridade é, sem dúvidas, atuar no diálogo estreito com as lideranças e pessoas para as quais executamos e articulamos políticas públicas de reparação e de valorização da diversidade religiosa”, afirmou Fabya Reis, ao entregar à mãe Carmem exemplares do Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
Estiveram presentes, ainda, o assessor especial da Sepromi, Ailton Ferreira; a secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Ádile Reis; além de Nairobi Aguiar e Cristiano Lima, da equipe da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial (CPIR) da Sepromi; e de José Leal, da Assessoria de Planejamento e Gestão (APG) da secretaria. O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Márcio Matos, e o vereador Edvaldo Brito também acompanharam as atividades.
Luta e reconhecimento - Mãe Carmem é filha caçula de mãe Menininha e foi iniciada aos 7 anos de idade. Ao longo dessa trajetória, tem desempenhado um papel fundamental na preservação das tradições e legados da ancestralidade africana.
Ao longo dessa trajetória recebeu diversas honrarias pelo reconhecimento à sua luta. Recebeu a Medalha 02 de Julho, pela Prefeitura Municipal do Salvador, entregue a personalidades baianas de destaque. Também possui o título de Grã Mestre Comendadora. Em virtude de todo o trabalho que tem desenvolvido pelo enfrentamento à intolerância religiosa, foi agraciada com a “Medalha dos 5 Continentes ou da Diversidade Cultural”, comenda entregue pela Unesco em maio de 2010. Mãe Carmem também recebeu pela Unesco as faixas da Sociedade Secreta Gueledés, por ser uma liderança que salvaguarda a ancestralidade em sua comunidade.
Na parte cultural acumula iniciatvas voltadas para acessibilidade à memória da religiosidade de matriz africana na Bahia, com cursos sobre ritmos e toques, dança, bordados tradicionais, dentre outros, realizando intercâmbio com instituições culturais do Brasil e do exterior, principalmente África, Cuba, França e Estados Unido
O templo é de nação Keto e foi fundado em 1849, de acordo com o Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. É tombado, inclusive, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura (MinC). O Gantois é considerado um dos mais expressivos espaços religiosos do país, realizando ampla interação com outras matrizes e trabalho social consolidado na comunidade do entorno do bairro da Federação, onde está sediado.
Para a secretária, o Terreiro do Gantois é um espaço de luta e resistência do povo negro, responsável pela disseminação da cultura africana no Brasil. “Tem dado uma grande contribuição à Bahia e ao Brasil, pelo serviço social que desenvolve, com grande força e fé expressas em cada iniciativa empreendida. Soma-se ao patrimônio material e imaterial do conjunto das religiões de matriz africana. Nossa prioridade é, sem dúvidas, atuar no diálogo estreito com as lideranças e pessoas para as quais executamos e articulamos políticas públicas de reparação e de valorização da diversidade religiosa”, afirmou Fabya Reis, ao entregar à mãe Carmem exemplares do Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
Estiveram presentes, ainda, o assessor especial da Sepromi, Ailton Ferreira; a secretária executiva do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Ádile Reis; além de Nairobi Aguiar e Cristiano Lima, da equipe da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial (CPIR) da Sepromi; e de José Leal, da Assessoria de Planejamento e Gestão (APG) da secretaria. O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Márcio Matos, e o vereador Edvaldo Brito também acompanharam as atividades.
Luta e reconhecimento - Mãe Carmem é filha caçula de mãe Menininha e foi iniciada aos 7 anos de idade. Ao longo dessa trajetória, tem desempenhado um papel fundamental na preservação das tradições e legados da ancestralidade africana.
Ao longo dessa trajetória recebeu diversas honrarias pelo reconhecimento à sua luta. Recebeu a Medalha 02 de Julho, pela Prefeitura Municipal do Salvador, entregue a personalidades baianas de destaque. Também possui o título de Grã Mestre Comendadora. Em virtude de todo o trabalho que tem desenvolvido pelo enfrentamento à intolerância religiosa, foi agraciada com a “Medalha dos 5 Continentes ou da Diversidade Cultural”, comenda entregue pela Unesco em maio de 2010. Mãe Carmem também recebeu pela Unesco as faixas da Sociedade Secreta Gueledés, por ser uma liderança que salvaguarda a ancestralidade em sua comunidade.
Na parte cultural acumula iniciatvas voltadas para acessibilidade à memória da religiosidade de matriz africana na Bahia, com cursos sobre ritmos e toques, dança, bordados tradicionais, dentre outros, realizando intercâmbio com instituições culturais do Brasil e do exterior, principalmente África, Cuba, França e Estados Unido
Confira vídeo exclusivo do encontro com a comunidade religiosa: