Nesta segunda-feira, 11 de maio, completam-se 34 anos de morte do cantor e compositor jamaicano Robert Nesta Marley, o Bob Marley. Um dos mais conhecidos músicos de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero musical, tornou-se uma referência pela disseminação do movimento rastafári, com suas ideias de paz, irmandade, igualdade social, preservação ambiental, liberdade e resistência. Marley morreu, no auge da carreira, mas seu legado permanece. O seu trabalho, de olhar sensível, pautado pelas questões sociais e políticas, ampliou-se pelo mundo. A voz do povo negro e oprimido ainda ecoa forte.
Da Bahia para Marley
A Bahia promoveu uma das melhores homenagens a Bob Marley, através da música do compositor soteropolitano Djalma Luz. A música é “Coração Rastafari”, inicialmente cantada nas quadras dos blocos afro e, em seguida, sendo executada e interpretada por vários cantores e bandas de reggae da Bahia, a exemplo de Lazzo Matumbi, Dionorina, Edy Vox, Lazinho do Olodum e tantos outros.
Coração Rastafari
(Djalma Luz)
Pro horizonte vai rasante meu grito
Vai encontrar aquele negro bonito
Que transava bem o corpo e o espirito
Neste mundo de amor e conflito
E no seu rosto sempre havia um sorriso
Foi no seu corpo moço (bis)
Onde a paz fez abrigo
Muito amava a pátria negra Jamaica
Que um pedaço do laço mãe África
Ele queria Igualdade entre as raças
E batalhava nos palcos e praça
Cantando reggae, ele era a voz povo Rasta
Falando na dor que feri
A negra e oprimida raça
Pra muita gente de aldeia e cidade
Ele deixou amor tristeza e saudade
E uma força que florece e invade
E fortalece o grito de Liberdade
Liberdade eu grito, eu grito liberdade
Grito aflito grita meu coração rastafari
Eu grito liberdade, eu grito liberdade
Eu grito liberdade eu grito liberdade.
Os ideais de Bob Marley continuam vivos. Assim, a luta pela igualdade racial se renova.
Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi).