Comunidade Quilombola de Tijuaçu comemora reconhecimento do território

11/09/2015

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A comunidade Quilombola de Tijuaçu participou do ato de entrega da Portaria de Reconhecimento do Território Quilombola de Tijuaçu com a área de 8,4 mil hectares, onde vivem 828 famílias, como um território quilombola. Com essa medida, o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) consolida o local como remanescente de quilombo e dá legitimidade ao conteúdo do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), publicado em 2010. Essa é a 12ª portaria publicada que favorece territórios quilombolas baianos.

Participaram da cerimônia, na última sexta-feira (19), na sede da Associação Quilombola de Tijuaçu, no município de Senhor do Bonfim (BA), o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento, o diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Torsiano, o chefe da Divisão de Ordenamento da Estrutura Fundiária do mesmo órgão, Aroldo Andrade, e lideranças quilombolas da região.

Na ocasião, o secretário Raimundo Nascimento falou sobre o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, sancionado em junho passado, que “tem um papel fundamental na luta das comunidades quilombolas. Onde houver terras devolutas na Bahia, o Estado poderá titular essas terras às comunidades”.

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O diretor do INCRA, Richard Torsiano,  destacou a importância de manter viva a história do território. “Em 1799 chamaram essa localidade de Vila Nova da Rainha, mas a história oficial desse país esqueceu daquela que deveria ser de fato a rainha desse lugar, a dona Mariinha (Maria Rodrigues). Ela se tornou mãe de homens e mulheres que fizeram com que essa região chegasse onde chegou.”

O Tijuaçu abrange os municípios de Senhor do Bonfim, Filadélfia e Antônio Gonçalves, situados a 450 quilômetros de Salvador. Trata-se da área com maior número de famílias beneficiadas pelo Programa Brasil Quilombolas no estado.