21/05/2016
Os integrantes do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) estão reunidos neste sábado (21), no Hotel Bahia do Sol, em Salvador, para definir as ações que serão realizadas ao longo do ano, como parte do planejamento estratégico do órgão, que tem como foco a Década Estadual Afrodescendente. A secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e presidente do colegiado, Vera Lúcia Barbosa, participou da atividade, destacando a importância das contribuições “para o aprimoramento e efetivação das políticas públicas voltadas à população negra e aos povos e comunidades tradicionais”.
Segundo o professor Walter Crispim, do segmento irmandade, a unidade das instituições que integram o órgão será fundamental para execução das metas previstas no plano. Ele apontou, ainda, como uma das pautas prioritárias, “atividades formativas para ampliar a participação do povo negro nos espaços de poder”. Já Mãe Jaciara Ribeiro, vice-presidente do CDCN e representante dos povos de religiões de matriz africana, falou da necessidade da transversalização das iniciativas “para combater o racismo e à intolerância religiosa, promover a igualdade racial e fortalecer o conselho”.
Entre as propostas apresentadas, durante o encontro, campanhas de enfrentamento à violência contra juventude negra, ao racismo e ao ódio religioso, parcerias com órgãos estratégicos, agenda nas escolas sobre a temática, plano de ação que contemple as dimensões de reconhecimento, justiça e desenvolvimento para as mulheres negras, medidas ligadas à regularização fundiária das terras de comunidades e povos tradicionais, além de assegurar que os eventos do governo estadual dialoguem com os princípios da Década.
Para o coronel Jaime Ramalho Neto, conselheiro do segmento governamental (SSP), a definição de objetivos estratégicos, discutidos ao longo do encontro, será fundamental para que as entidades representativas do CDCN reforcem seus instrumentos de atuação, com iniciativas de enfrentamento às violações de direito e controle social por exemplo. “O CDCN será, sem duvidas, protagonista neste processo, acompanhando, fiscalizando a governança das políticas públicas na área da igualdade racial. Os objetivos estão postos e nossa próxima etapa é consolidá-los. Estamos construindo um plano com a visão e os valores da Década Afrodescendente”, afirmou.
Também participam da reunião, pela Sepromi, Sérgio São Bernardo e Antônio Cosme, da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial; Maria Aparecida dos Santos, da Assessoria de Planejamento e Gestão (APG); Cristiano Lima, do Plano Juventude Viva; e Nairobi Aguiar, da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, além do assessor especial da pasta, Ailton Ferreira.
O CDCN na Década
A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a aderir à Década Internacional Afrodescendente, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. Esta agenda, que compreende o período de janeiro de 2015 a dezembro de 2024, tem por finalidade acordar compromissos que fortaleçam e promovam, de maneira efetiva, as políticas de igualdade racial e o combate ao racismo. O CDCN faz parte do grupo de trabalho responsável pela elaboração do plano que orientará as ações do Governo da Bahia nos próximos anos, nesse âmbito, juntamente com onze secretarias estaduais.
Entenda o Conselho
Com 28 anos de existência, o CDCN é formado por 21 conselheiros, sendo 6 do poder público e 15 da sociedade civil, com igual número de suplentes, envolvendo os segmentos de imprensa, comunidade acadêmica, afoxé, quilombo rural, capoeira, quilombo educacional, mulher negra, juventude, irmandade, bloco afro, cristão, religião de matriz africana e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).
Sua finalidade é estudar, propor e acompanhar as medidas de relacionamento dos órgãos governamentais com a população negra, além do controle social, visando resgatar o direito à sua cidadania plena e participação na sociedade. Para a representante da OAB-BA, Cléia Costa, o conselho é um espaço de “resistência, diálogo e enfrentamento ao racismo”. A lista completa das organizações que compõem o colegiado está disponível AQUI.
Segundo o professor Walter Crispim, do segmento irmandade, a unidade das instituições que integram o órgão será fundamental para execução das metas previstas no plano. Ele apontou, ainda, como uma das pautas prioritárias, “atividades formativas para ampliar a participação do povo negro nos espaços de poder”. Já Mãe Jaciara Ribeiro, vice-presidente do CDCN e representante dos povos de religiões de matriz africana, falou da necessidade da transversalização das iniciativas “para combater o racismo e à intolerância religiosa, promover a igualdade racial e fortalecer o conselho”.
Entre as propostas apresentadas, durante o encontro, campanhas de enfrentamento à violência contra juventude negra, ao racismo e ao ódio religioso, parcerias com órgãos estratégicos, agenda nas escolas sobre a temática, plano de ação que contemple as dimensões de reconhecimento, justiça e desenvolvimento para as mulheres negras, medidas ligadas à regularização fundiária das terras de comunidades e povos tradicionais, além de assegurar que os eventos do governo estadual dialoguem com os princípios da Década.
Para o coronel Jaime Ramalho Neto, conselheiro do segmento governamental (SSP), a definição de objetivos estratégicos, discutidos ao longo do encontro, será fundamental para que as entidades representativas do CDCN reforcem seus instrumentos de atuação, com iniciativas de enfrentamento às violações de direito e controle social por exemplo. “O CDCN será, sem duvidas, protagonista neste processo, acompanhando, fiscalizando a governança das políticas públicas na área da igualdade racial. Os objetivos estão postos e nossa próxima etapa é consolidá-los. Estamos construindo um plano com a visão e os valores da Década Afrodescendente”, afirmou.
Também participam da reunião, pela Sepromi, Sérgio São Bernardo e Antônio Cosme, da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial; Maria Aparecida dos Santos, da Assessoria de Planejamento e Gestão (APG); Cristiano Lima, do Plano Juventude Viva; e Nairobi Aguiar, da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, além do assessor especial da pasta, Ailton Ferreira.
O CDCN na Década
A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a aderir à Década Internacional Afrodescendente, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. Esta agenda, que compreende o período de janeiro de 2015 a dezembro de 2024, tem por finalidade acordar compromissos que fortaleçam e promovam, de maneira efetiva, as políticas de igualdade racial e o combate ao racismo. O CDCN faz parte do grupo de trabalho responsável pela elaboração do plano que orientará as ações do Governo da Bahia nos próximos anos, nesse âmbito, juntamente com onze secretarias estaduais.
Entenda o Conselho
Com 28 anos de existência, o CDCN é formado por 21 conselheiros, sendo 6 do poder público e 15 da sociedade civil, com igual número de suplentes, envolvendo os segmentos de imprensa, comunidade acadêmica, afoxé, quilombo rural, capoeira, quilombo educacional, mulher negra, juventude, irmandade, bloco afro, cristão, religião de matriz africana e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA).
Sua finalidade é estudar, propor e acompanhar as medidas de relacionamento dos órgãos governamentais com a população negra, além do controle social, visando resgatar o direito à sua cidadania plena e participação na sociedade. Para a representante da OAB-BA, Cléia Costa, o conselho é um espaço de “resistência, diálogo e enfrentamento ao racismo”. A lista completa das organizações que compõem o colegiado está disponível AQUI.