21/07/2016
Marisqueiras e quilombolas do Subúrbio Ferroviário de Salvador participaram, na tarde desta quinta-feira (21), de um encontro sobre empreendedorismo e etnodesenvolvimento, como parte das mobilizações do Julho das Pretas e da Década Estadual Afrodescendente. A atividade foi realizada no Espaço Quilombo, em São Tomé de Paripe, como resultado da parceria das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Políticas para as Mulheres (SPM) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) com a comunidade.
A representante da Associação de Pescadores e Marisqueiras da região, Deise Souza, abordou as principais necessidades do segmento, na oportunidade, e destacou a importância do evento para a qualificação e o empoderamento das mulheres negras. “Somos empreendedoras, exercemos uma profissão que foi passada pela nossa ancestralidade, e precisamos fortalecer o trabalho que já vem sendo desenvolvido na área, com formação e solidariedade”.
Já a integrante da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), vinculada à Sepromi, Maria de Fátima Teixeira, relatou as dificuldades cotidianas do ofício e pediu apoio dos órgãos públicos na articulação junto às empresas locais no que tange aos cuidados com o meio ambiente. “O nosso quilombo já foi rural, hoje é urbano, só nos restou o mangue, que está morrendo, mas mulher negra e quilombola é guerreira, não desiste fácil. Ainda acredito que vamos poder plantar novamente nas nossas roças. Não abriremos mão do que é nosso por direito. Temos que nos unir, todos que vivem do mar ou da terra”, convocou.
A iniciativa também contou com o apoio dos demais órgãos públicos que integram o grupo de trabalho responsável pela construção do plano de ação da Década Estadual Afrodescendente. Segundo a chefe de gabinete da Sepromi, Fabya Reis, as contribuições da sociedade civil e do poder público serão sistematizadas no documento. As sugestões também podem ser enviadas por meio de formulário disponível no www.sepromi.ba.gov.br. Ela informou, ainda, do novo prazo de inscrições para o Edital Agosto da Igualdade, que termina no dia 15 do próximo mês.
A representante da Associação de Pescadores e Marisqueiras da região, Deise Souza, abordou as principais necessidades do segmento, na oportunidade, e destacou a importância do evento para a qualificação e o empoderamento das mulheres negras. “Somos empreendedoras, exercemos uma profissão que foi passada pela nossa ancestralidade, e precisamos fortalecer o trabalho que já vem sendo desenvolvido na área, com formação e solidariedade”.
Já a integrante da Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), vinculada à Sepromi, Maria de Fátima Teixeira, relatou as dificuldades cotidianas do ofício e pediu apoio dos órgãos públicos na articulação junto às empresas locais no que tange aos cuidados com o meio ambiente. “O nosso quilombo já foi rural, hoje é urbano, só nos restou o mangue, que está morrendo, mas mulher negra e quilombola é guerreira, não desiste fácil. Ainda acredito que vamos poder plantar novamente nas nossas roças. Não abriremos mão do que é nosso por direito. Temos que nos unir, todos que vivem do mar ou da terra”, convocou.
A iniciativa também contou com o apoio dos demais órgãos públicos que integram o grupo de trabalho responsável pela construção do plano de ação da Década Estadual Afrodescendente. Segundo a chefe de gabinete da Sepromi, Fabya Reis, as contribuições da sociedade civil e do poder público serão sistematizadas no documento. As sugestões também podem ser enviadas por meio de formulário disponível no www.sepromi.ba.gov.br. Ela informou, ainda, do novo prazo de inscrições para o Edital Agosto da Igualdade, que termina no dia 15 do próximo mês.
Oficina
Durante o encontro, as técnicas da Sepromi, Elísia Santos e Dandara Lopes conduziram uma oficina sobre empreendedorismo, apresentando as políticas públicas na área e destacando a relevância do trabalho em rede, assim como experiências exitosas no setor.
“O que empodera a gente é o conhecimento, mas não tem como falar de autonomia sem abordar o enfrentamento à violência contra a mulher”, provocou a representante da SPM, Kátia Santos. Para Dinalva Teixeira de Jesus, 62 anos, a ação “contribui para a valorização das marisqueiras”.
Também presente no encontro, a vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Mãe Jaciara Ribeiro, falou da transversalização das políticas públicas para o atendimento das demandas das comunidades tradicionais, na busca por “uma sociedade mais justa, igualitária, onde haja convivência pacífica, independente de crença ou raça”.
“O que empodera a gente é o conhecimento, mas não tem como falar de autonomia sem abordar o enfrentamento à violência contra a mulher”, provocou a representante da SPM, Kátia Santos. Para Dinalva Teixeira de Jesus, 62 anos, a ação “contribui para a valorização das marisqueiras”.
Também presente no encontro, a vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Mãe Jaciara Ribeiro, falou da transversalização das políticas públicas para o atendimento das demandas das comunidades tradicionais, na busca por “uma sociedade mais justa, igualitária, onde haja convivência pacífica, independente de crença ou raça”.
Participação
Estiverem presentes, ainda, os coordenadores de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Antônio Cosme Lima e Nairobi Aguiar, a assessora da pasta, Gabriele Vieira, e representantes da Setre e das Secretarias da Cultura (Secult), do Planejamento (Seplan) e de Desenvolvimento Rural (SDR), além da Desenbahia, Bahiapesca, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hidricos (Inema), Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) e Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), entre outros órgãos.
Julho das Pretas
Ao longo de todo o mês, o governo estadual promove e apoia uma série de atividades, unindo esforços com os movimentos sociais e demais órgãos do poder público, para garantia de direitos e construção de políticas públicas voltadas às mulheres negras. A programação destaca a trajetória de Maria Felipa na independência da Bahia e inclui seminários, caminhadas, encontros de formação, oficinas, rodas de diálogo e campanhas, e está disponível no www.igualdaderacial.ba.gov.br e www.mulheres.ba.gov.br.
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