Seminário sobre tecnologias sociais debate saberes dos povos e comunidades tradicionais

08/09/2015

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A abertura do I Seminário de Tecnologias Sociais: Biodiversidade, Inovação e Saúde promovido pela Fiocruz, em parceria com a secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) foi realizada nesta terça-feira, 04 de novembro, na sede da Fiocruz, em Salvador e contou coma presença do diretor da fundação na Bahia, Manoel Barral Netto, do secretário de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Raimundo Nascimento, do representante dos povos indígenas, Cacique Ramon Santos, de pesquisadores e lideranças das comunidades tradicionais.

O evento que tem como objetivo ampliar a interação e o debate social em torno da temática contemporânea da tecnologia social, a partir da participação de especialistas, de gestores públicos e representantes da sociedade civil vai debater, de 04 a 06 de novembro, temáticas importantes como: experiências institucionais em tecnologias sociais, biodiversidade e proteção aos conhecimentos tradicionais associados, inovação e saúde. Na abertura o diretor da Fiocruz, Manoel Barral Netto, defendeu a importância da ampliação dos estudos na saúde. “Esse é um dia importante para Fiocruz. Temos vários níveis de aplicação de estudo para populações como a negra e agora nessa área das tecnologias sociais e inovação. Acho extremamente importante que isso se consolide para ampliar o foco. Nós buscamos que a saúde e da educação da saúde seja contemplada de forma mais global com uma visão mais focada nas populações tradicionais”, disse Barral.

Para o secretário da Sepromi, Raimundo Nascimento, chama atenção para importância do seminário e para a diversidade dos povos e comunidades tradicionais no Brasil, assim como, suas especificidades. “Esse seminário tem um papel importante de aprofundamento sobre as tecnologias sociais ainda desconhecidas por muita gente, que não consegue compreender a importância dos ensinamentos nos terreiros, que reforça a preservação da identidade e cultura é uma tecnologia social. O que é feito nas comunidades indígenas e quilombolas passar a ser tecnologia social também, que na maioria das vezes não tem registro e deixa de ser propriedade das comunidades”, defendeu o secretário, Raimundo Nascimento. A abertura do seminário contou com a conferência realizada pela professora doutora, Angela Maria da Silva Gomes, sobre Biodiversidade Ecoafricanidades: Saberes e tecnologias sociais.