Margareth Menezes recebe Comenda Dois de Julho na ALBA

01/12/2016
Recepcionada pelos blocos afros Malê Debalê, Ilê Aiyê, Olodum, Muzenza e Cortejo Afro, além da banda Didá, a cantora Margareth Menezes foi agraciada com a comenda Dois de Julho nesta quinta-feira (1), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador. A honraria, proposta pela deputada estadual Fabíola Mansur, é destinada a personalidades que têm um papel de destaque no cenário político e social, com contribuições para o desenvolvimento do Estado e da população baiana.

A titular da Sepromi, Fabya Reis, ressaltou o protagonismo e a carreira exitosa de Margareth, aliada a contribuições importantes para a promoção da igualdade. “Temos em Margareth Menezes uma referência de mulher negra, consciente de seu papel social e político. Esta é, sem dúvidas, uma voz que projeta a cultura negra pelo mundo. Símbolo de resistência, afirmação e compromisso”, disse. A secretária destacou, ainda, a atuação da artista em mobilizações pelo enfrentamento ao racismo e à violência contra a mulher no Carnaval da Bahia, sendo parceira da Sepromi em pelo menos duas edições consecutivas.

Já Fabíola Mansur ressaltou a importância dos projetos desenvolvidos pela Associação Fábrica Cultural, presidida pela homenageada. “O trabalho é realizado com respeito à condição humana e as identidades locais, promoção da autonomia, através do fomento ao conhecimento transformador, compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento local sustentável e produção de experiências emancipatórias para pessoas e localidades”, como é o caso do seu mais novo programa, o Mercado Iaô.

“O reconhecimento do nosso trabalho fortalece a gente para continuar. Fico muito honrada com esse ato”, afirmou Margareth. A cerimônia contou, ainda, com a participação do presidente da casa legislativa, Marcelo Nilo; do secretário de Cultura (Secult), Jorge Portugal; do presidente da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo; do presidente do Olodum, João Jorge; diretor do Ilê Aiyê, Carlos Bamba; dentre outras lideranças do movimento negro, autoridades políticas e representantes do poder público. Também estiveram presentes beneficiários da Associação Fábrica Cultural e familiares da homenageada.

Sobre a homenageada

Margareth Menezes apoiou importantes campanhas sociais, a exemplo do “Carnaval Sem Fome”, que arrecadou alimentos para famílias atingidas pela enchente do Rio São Francisco, em 2007; “Violência Sexual: Quem Não Denuncia Também Violenta”; o Projeto “Lê Pra Mim?” – no qual ela lê um livro infantil para crianças assistidas por instituições filantrópicas – de 2010 a 2016. Margareth ainda é madrinha do Circo Picolino; do Projeto “Para-Praia” – leva ao mar pessoas com mobilidade reduzida; da Legião da Boa Vontade (LBV); Madrinha da Campanha “Fique de Olho – No carnaval de todo mundo, criança não trabalha” – que incentiva denúncias contra exploração sexual e infantil e do Centro de Defesa Criança e Adolescente da Bahia – (CEDECA).

Criada e idealizada pela artista, a Fábrica Cultural tem como principal objetivo se tornar uma referência de instituição social para toda a Península de Itapagipe. A organização já atingiu mais de 10.000 pessoas e famílias da região desde 2004, ano de sua fundação. A entidade ocupa quatro espaços na Península de Itapagipe, com núcleos no Bonfim, na Avenida Beira Mar, Uruguai e Ribeira todos com projetos e ações que atingem crianças, jovens e famílias.