21/01/2017
Um ato realizado neste sábado (21) no entorno do busto da yalorixá Gildásia dos Santos (Mãe Gilda), no Parque Metropolitano do Abaeté, marcou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa em Salvador. O evento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), agregou representantes de diversas religiões, militantes do movimento negro, autoridades e população local. A iniciativa fez parte das ações da Década Internacional Afrodescendente na Bahia.
A data foi instituída em 2007, através da lei nacional 11.635, tendo o caso de Mãe Gilda como um dos mais emblemáticos na luta contra o racismo e o ódio religioso no país. Após ter a imagem maculada e o terreiro (Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador) invadido e depredado por representantes de outra religião, ela teve agravamentos de problemas de saúde e faleceu em 21 de janeiro de 2000. Associado à mobilização histórica do movimento negro e de diversas organizações civis, o dia foi instituído e hoje é um marco de afirmação e resistência para as religiões de matriz africana.
“É uma data de celebração e reflexão. A gente entende que a intolerância religiosa não tem cessado, mesmo com os serviços e políticas publicas. Mas acredito na importância da visibilidade dos casos, inclusive através dos meios de comunicação. Quando falamos amplamente para a sociedade ela vai entendendo este processo. Ainda podemos construir a convivência pacífica entre as religiões”, afirmou a yalorixá Jaciara Ribeiro, filha biológica de Mãe Gilda e sua sucessora no Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Itapuã.
“Em 2017 a lei que instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa completa dez anos. É a oportunidade de reafirmação da luta, da preservação da memória do povo ancestral e daqueles que fazem a resistência cotidiana em defesa da sua fé. Vamos continuar construindo o diálogo interreligioso”, destacou a titular da Sepromi, Fabya Reis, lembrando dos esforços do Governo do Estado para a articulação de serviços de enfrentamento a este tipo de crime, a exemplo do Centro de Referência Nelson Mandela, bem como a coordenação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa.
Desafios e luta - “Precisamos criminalizar quem vandaliza outras religiões, com o Estado fazendo a lei prevalecer. Também trabalhar a consciência das pessoas, de cada um de nós, para encararmos estes desafios”, pontuou o espírita José Medrado, liderança da instituição Cidade da Luz. Já o padre Alfredo Dórea reforçou que o momento é de reforçar a caminhada. “Que as dores sejam transformadas em luta. Enfrentamos todas as formas de intolerância, pois elas são estúpidas e traem os princípios da vida”, disse o religioso no evento, ao som de atabaques e do bloco afro Malê Debalê. No mesmo local foi exibido o documentário Mulheres de Axé, que destaca a trajetória de personalidades femininas no enfrentamento à intolerância.
Presenças - Estiveram presentes na atividade, ainda, diversas representantes de organizações do movimento negro, a exemplo do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), União de Negros pela Igualdade (Unegro) e Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD). O poder público marcou presença também por meio da Defensoria Pública do Estado (DPE) e das secretarias do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Saúde (Sesab).
A equipe da Sepromi também participou do ato, através do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, das coordenações de Promoção da Igualdade Racial (CPIR) e de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais (CPCT), , assessorias e equipe técnica.
Políticas públicas - Na Bahia, dentre políticas públicas na área está o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, serviço de atendimento gratuito, em Salvador. Vinculado à Sepromi, o equipamento oferece apoio social e jurídico a vítimas, desde dezembro de 2013. Além do atendimento, a unidade dispõe de uma biblioteca especializada em relações étnico-raciais e espaço para encontros sobre a temática. O telefone de contato do Centro é 71 3117-7448.
A data foi instituída em 2007, através da lei nacional 11.635, tendo o caso de Mãe Gilda como um dos mais emblemáticos na luta contra o racismo e o ódio religioso no país. Após ter a imagem maculada e o terreiro (Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador) invadido e depredado por representantes de outra religião, ela teve agravamentos de problemas de saúde e faleceu em 21 de janeiro de 2000. Associado à mobilização histórica do movimento negro e de diversas organizações civis, o dia foi instituído e hoje é um marco de afirmação e resistência para as religiões de matriz africana.
“É uma data de celebração e reflexão. A gente entende que a intolerância religiosa não tem cessado, mesmo com os serviços e políticas publicas. Mas acredito na importância da visibilidade dos casos, inclusive através dos meios de comunicação. Quando falamos amplamente para a sociedade ela vai entendendo este processo. Ainda podemos construir a convivência pacífica entre as religiões”, afirmou a yalorixá Jaciara Ribeiro, filha biológica de Mãe Gilda e sua sucessora no Ilê Axé Abassá de Ogum, localizado em Itapuã.
“Em 2017 a lei que instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa completa dez anos. É a oportunidade de reafirmação da luta, da preservação da memória do povo ancestral e daqueles que fazem a resistência cotidiana em defesa da sua fé. Vamos continuar construindo o diálogo interreligioso”, destacou a titular da Sepromi, Fabya Reis, lembrando dos esforços do Governo do Estado para a articulação de serviços de enfrentamento a este tipo de crime, a exemplo do Centro de Referência Nelson Mandela, bem como a coordenação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa.
Desafios e luta - “Precisamos criminalizar quem vandaliza outras religiões, com o Estado fazendo a lei prevalecer. Também trabalhar a consciência das pessoas, de cada um de nós, para encararmos estes desafios”, pontuou o espírita José Medrado, liderança da instituição Cidade da Luz. Já o padre Alfredo Dórea reforçou que o momento é de reforçar a caminhada. “Que as dores sejam transformadas em luta. Enfrentamos todas as formas de intolerância, pois elas são estúpidas e traem os princípios da vida”, disse o religioso no evento, ao som de atabaques e do bloco afro Malê Debalê. No mesmo local foi exibido o documentário Mulheres de Axé, que destaca a trajetória de personalidades femininas no enfrentamento à intolerância.
Presenças - Estiveram presentes na atividade, ainda, diversas representantes de organizações do movimento negro, a exemplo do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), União de Negros pela Igualdade (Unegro) e Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD). O poder público marcou presença também por meio da Defensoria Pública do Estado (DPE) e das secretarias do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Saúde (Sesab).
A equipe da Sepromi também participou do ato, através do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, das coordenações de Promoção da Igualdade Racial (CPIR) e de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais (CPCT), , assessorias e equipe técnica.
Políticas públicas - Na Bahia, dentre políticas públicas na área está o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, serviço de atendimento gratuito, em Salvador. Vinculado à Sepromi, o equipamento oferece apoio social e jurídico a vítimas, desde dezembro de 2013. Além do atendimento, a unidade dispõe de uma biblioteca especializada em relações étnico-raciais e espaço para encontros sobre a temática. O telefone de contato do Centro é 71 3117-7448.