
Integrantes da delegação baiana do Fórum Social Mundial (FSM), realizado em março deste ano na Tunísia, estiveram na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), nesta terça-feira (26), para agradecer o apoio do Governo do Estado no processo e convidar a titular da pasta, Vera Lúcia Barbosa, ao seminário de apresentação dos resultados. O evento está programado para 2 de junho, no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sindae).
Na ocasião, as lideranças da sociedade civil compartilharam suas experiências e perspectivas. “Foi uma oportunidade única de debater questões raciais, cultura, meio ambiente, entre outros assuntos, e a nossa expectativa ao retornar é que a gente consiga atender o objetivo do Fórum, buscando um mundo melhor para o nosso povo”, contou a representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), Jussara Santana.
Para o membro do Conselho Internacional do FSM, Damien Hazard, que também é coordenador do Vida Brasil e diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), o encontro foi positivo. “Tanto para o povo da Tunísia, que foi o primeiro país a liderar o processo da primavera árabe, quanto os movimentos sociais brasileiros, porque descobriram a necessidade de ações comuns relacionadas ao enfrentamento ao racismo, democratização da comunicação e defesa da democracia”.
Segundo Vera Lúcia Barbosa, a participação do movimento negro baiano “foi bastante representativa e suas contribuições são fundamentais para subsidiar o Executivo no planejamento das políticas públicas”. A gestora também se colocou à disposição para articular uma reunião entre a delegação baiana e órgãos estaduais, no intuito de discutir ações direcionadas à acessibilidade, movimento rastafári e mulheres albinas, que também foram pautas no Fórum.
Além da Conen, Vida Brasil e Abong, estiveram presentes na reunião representantes da Aspiral do Reggae, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Centro Público de Economia Solidária (Cesol), União de Negros pela Igualdade (Unegro) e Associação Baiana dos Deficientes Físicos (Abadef). A delegação baiana foi composta por 40 pessoas, representando 31 entidades.
FSM – O Fórum é um espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital.