Centro de Referência Nelson Mandela orienta estudante vítima de racismo em loja de departamento

08/09/2015

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Após tomar conhecimento sobre o caso de racismo contra a estudante de Produção Cultural, Ana Paula Bispo, 30 anos, em uma loja de departamento, na capital baiana, o Centro de Referência Nelson Mandela, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), entrou em contato com a vítima para disponibilizar seus serviços. Com profissionais especializados no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa, a unidade oferece, de forma gratuita, apoio psicológico, social e jurídico.

O fato está sendo repercutido em diversos meios de comunicação, tanto a nível nacional quanto estadual. Para incentivar ainda mais a discussão pelo combate ao racismo e intolerância religiosa, além de contribuir para ampliação das políticas públicas voltadas à população negra, o Governo da Bahia, por meio da Sepromi, realiza o Novembro Negro, com atividades que incluem mostra de cinema, seminários, palestras e caminhadas.

“Neste momento de combate ao racismo, que marca uma luta, minha atitude é de não me calar e ir até o fim, com a esperança de que intimide esse tipo de atitude e não aconteça mais com outras pessoas”, disse Ana Paula. No último sábado (8), ela registrou indignação em seu perfil do facebook, alegando ter sido acusada de roubo na loja Riachuelo, do shopping Iguatemi, por ser negra.

Como proceder em caso de racismo

Para quem for vítima ou testemunhar um caso de racismo, as orientações do Centro de Referência Nelson Mandela são para que procure uma autoridade policial e denuncie a ação criminosa de imediato. Em casos de flagrante, o autor do crime deve ser preso.

O Centro lembra que é importante registrar a queixa na Delegacia de Polícia Civil mais próxima, narrando o ocorrido com o máximo de detalhes e fornecendo os nomes das testemunhas, além de pedir ao policial para anotar na queixa o desejo de que o agressor seja processado e o crime investigado por meio de um inquérito policial.

As vítimas de racismo e intolerância religiosa contam ainda com o suporte da unidade para realizar denúncias. Também são acompanhadas pela Rede de Combate ao Racismo, que agrega diversas entidades da esfera pública, com a participação dos poderes executivo, legislativo e judiciário e entidades da sociedade civil.

As denúncias podem ser feitas presencialmente, por meio de sua sede localizada no Ed. Brasilgás, Av. 7 de Setembro, com funcionamento de segunda a quinta-feira, das 09 às 12h e das 14h às 17h, ou pelo telefone (71) 3117-7438.