Fundação Pedro Calmon oferece programação especial no mês da Consciência Negra

03/11/2015

No mês da Consciência Negra (novembro), a Fundação Pedro Calmon oferecerá a programação especial de suas unidades – Bibliotecas e Centro de Memória da Bahia realizarão palestras, oficinas, peças teatrais, bate-papos e contação de histórias e muito mais com o tema alusivo à Consciência Negra. Tem programação para crianças, jovens e pesquisadores na temática, tudo gratuito, começando no dia 3 de novembro. 

As Bibliotecas Públicas em Salvador – Barris (Biblioteca Pública do Estado), Nazaré (Biblioteca Infantil Monteiro Lobato), Costa Azul (Biblioteca Pública Thales de Azevedo), Rio Vermelho (Biblioteca Juracy Magalhães Jr.) e Pelourinho (Biblioteca Anísio Teixeira) – além da de Itaparica (Biblioteca Juracy Magalhães Jr.), terão atividades abertas à participação pública, como exibição de filmes temáticos, exposições e oficinas, além de diversas contações. Destaque para a programação da Biblioteca infantil Monteiro Lobato, que terá Jogo de Memória sobre o continente africano, oficina de máscaras africanas, teatro e bate papo com ativistas que militam em prol da igualdade racial. De 4 a 27 de novembro, estará em cartaz na unidade a peça “Porque sou Preta”, escrita pelo historiador Jaime Sodré e dirigida por Sérgio Mício. Para os amantes de quadrinhos, ao longo do mês estarão expostos gibis e livros com personagens negros, a exemplo da revista Afro HQ e romance juvenil “O Brasil que Veio da África”, de Arlene Holanda. As Bibliotecas oferecerão ainda oficinas de trançado, maquiagem e de literatura negra.

História - A Biblioteca Virtual Consuelo Pondé realizará, neste mês duas programações especiais: a exposição “Gullah, Bahia, África” do linguista americano Lorenzo Turner, que será trazida pela Fundação Pedro Calmon para o Palacete das Artes (Graça), e estará aberta a visitação pública de 24 de novembro de 2015 a 31 de janeiro de 2016. A exposição reúne informações sobre a pesquisa que Turner realizou na Bahia e na Carolina do Sul (Estados Unidos), exibindo fotografias e áudios de gravações dos terreiros de candomblé da Bahia registradas no século passado pelo linguista.

Já no dia 23 de novembro, a partir das 14h, no Palácio Rio Branco (Praça Municipal), a Biblioteca realizará uma homenagem aos 10 anos da inscrição do ofício das baianas de acarajé no Livro dos Saberes, do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, reconhecendo o ofício como patrimônio cultural brasileiro. A Biblioteca lançará, para este fim, um e-book com depoimentos das baianas de acarajé e um site com material sobre o ofício, além de promover rodas de conversa sobre a temática. Estão confirmados nomes como o do historiador, Vilson Caetano (Uneb), do pesquisador Vagner Rocha e do assessor da Associação das Baianas de Acarajé, Mingaus, Receptivos e Similares do Estado da Bahia (Abam-BA), Danilo Moura, além de depoimentos de baianas de acarajé. 

Memória - Em alusão às temáticas afro-brasileiras, raciais e religiosas, o Curso Conversando com a sua História, do Centro de Memória da Bahia trará o tema “Resistência”, com aulas gratuitas às segundas-feiras, 17h, na Biblioteca Pública do Estado (Barris). Na próxima segunda (09), a professora Iacy Maia Mata abordará “Conflitos, tensões raciais e repressão: Bahia e Santiago de Cuba no pós-abolição (1880-1889)”; no dia (16), a pesquisadora Elciene Rizzato Azevedo tratará “De escravo a defensor da liberdade: a trajetória de Luiz Gama”; já no dia (23), a professora e pesquisadora Alcione Meira Amos abordará “Os que voltaram: afro-brasileiros na África Ocidental no século XIX”. No dia (30), encerrando a programação, professor Renato da Silveira tratará do tema “O Candomblé da Barroquinha”. O Centro de Memória também realizará seu tradicional Curso Ensino da História, voltado para a formação de professores. Neste mês, o tema será “Cultura Afro-Brasileira”, com a professora Adriana Albert Dias.

Veja aqui a programação das Bibliotecas Públicas no mês da Consciência Negra.

Com informações da FPC