05/12/2016
Lideranças dos quilombos situados na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, participaram no último sábado, 3/12, da oficina de qualificação para acesso a editais e políticas públicas de Direitos Humanos para povos e comunidades tradicionais, durante o Bahia Rural Contemporânea, na VII Feira Baiana da Agricultura Familiar, Economia Solidária e Reforma Agrária (VII FEBAFES), no Parque de Exposições de Salvador.
Na ocasião, o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Geraldo Reis, entregou os Selos Quilombos do Brasil para Povos e Comunidades Tradicionais, juntamente com o secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, e o presidente do Conselho de Desenvolvimento da Bahia, Jaques Wagner, que levou a mensagem de reconhecimento da cultura e da produção quilombola. “Essa certificação é o fortalecimento da cadeia produtiva dos quilombos, agregando valor aos seus produtos, cultivados de forma sustentável e preservando os recursos naturais”.
A representante da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ana Placidino, apresentou o Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, construído, de forma participativa, pelos integrantes da Comissão Estadual para a Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT). O colegiado, vinculado à pasta, é composto por 18 representantes do poder público e igual número da sociedade civil, dos seguintes segmentos: indígenas, ciganos, terreiros, marisqueiras e pescadores, fundos e fechos de pasto, geraizeiros, quilombolas e extrativistas.
Também falou da campanha Novembro Negro, que priorizou a visibilidade e valorização dos povos e comunidades tradicionais, e do edital, que nesta edição teve como tema "As Lutas de Dandara e Zumbi pela Promoção da Igualdade Racial”, trazendo personalidades históricas como referências da resistência dos negros escravizados no país, além de dar visibilidade ao protagonismo das mulheres. "O encontro foi uma oportunidade única para ouvir as demandas das comunidades e dar seguimento na construção de políticas públicas que atendam as suas especificidades", disse Placidino.
Comunidades Tradicionais
De modo a aprofundar as perspectivas dos Direitos Humanos e garantir que o desenvolvimento rural se fortaleça dentro de bases sustentáveis, as superintendências de Direitos Humanos e de Inclusão e Segurança Alimentar da SJDHDS, em parceria com a secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), realizaram o encontro com o propósito de fortalecer o diálogo do Governo com as comunidades quilombolas.
Segundo a superintendente da SISA, Rose Pondé, fortalecer a agricultura familiar entre as comunidades tradicionais é contribuir para geração de renda local, práticas ambientalmente mais sustentáveis e produção de alimentos saudáveis. “A produção familiar é responsável por 70% dos alimentos que nós consumimos diariamente no Brasil, sendo uma estratégia mais assertiva para uma inclusão rural produtiva”, disse.
O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) também foi outro tema discutido. “O Programa prevê a compra de alimentos da agricultura familiar e a sua doação as entidades sócioassistencias que atendam pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. “As lideranças têm que estar cientes que existe um instrumento do governo que disponibiliza a comercialização da agricultura familiar com as prefeituras, garantindo rendas para essas famílias”, finalizou Pondé.
Para Maria das Graças, conhecida no Quilombo do Tabuleiro da Vitória, em Cachoeira, como Maria do Totó, “o diálogo com Governo é a possibilidade de mostrarmos as nossas demandas, para que o governo conheça as origens de nosso povo e que possamos ter mais acesso às políticas públicas sociais”, finalizou a líder quilombola.
Com informações e fotos da SJDHDS
Na ocasião, o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Geraldo Reis, entregou os Selos Quilombos do Brasil para Povos e Comunidades Tradicionais, juntamente com o secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, e o presidente do Conselho de Desenvolvimento da Bahia, Jaques Wagner, que levou a mensagem de reconhecimento da cultura e da produção quilombola. “Essa certificação é o fortalecimento da cadeia produtiva dos quilombos, agregando valor aos seus produtos, cultivados de forma sustentável e preservando os recursos naturais”.
A representante da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ana Placidino, apresentou o Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, construído, de forma participativa, pelos integrantes da Comissão Estadual para a Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT). O colegiado, vinculado à pasta, é composto por 18 representantes do poder público e igual número da sociedade civil, dos seguintes segmentos: indígenas, ciganos, terreiros, marisqueiras e pescadores, fundos e fechos de pasto, geraizeiros, quilombolas e extrativistas.
Também falou da campanha Novembro Negro, que priorizou a visibilidade e valorização dos povos e comunidades tradicionais, e do edital, que nesta edição teve como tema "As Lutas de Dandara e Zumbi pela Promoção da Igualdade Racial”, trazendo personalidades históricas como referências da resistência dos negros escravizados no país, além de dar visibilidade ao protagonismo das mulheres. "O encontro foi uma oportunidade única para ouvir as demandas das comunidades e dar seguimento na construção de políticas públicas que atendam as suas especificidades", disse Placidino.
Comunidades Tradicionais
De modo a aprofundar as perspectivas dos Direitos Humanos e garantir que o desenvolvimento rural se fortaleça dentro de bases sustentáveis, as superintendências de Direitos Humanos e de Inclusão e Segurança Alimentar da SJDHDS, em parceria com a secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), realizaram o encontro com o propósito de fortalecer o diálogo do Governo com as comunidades quilombolas.
Segundo a superintendente da SISA, Rose Pondé, fortalecer a agricultura familiar entre as comunidades tradicionais é contribuir para geração de renda local, práticas ambientalmente mais sustentáveis e produção de alimentos saudáveis. “A produção familiar é responsável por 70% dos alimentos que nós consumimos diariamente no Brasil, sendo uma estratégia mais assertiva para uma inclusão rural produtiva”, disse.
O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) também foi outro tema discutido. “O Programa prevê a compra de alimentos da agricultura familiar e a sua doação as entidades sócioassistencias que atendam pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. “As lideranças têm que estar cientes que existe um instrumento do governo que disponibiliza a comercialização da agricultura familiar com as prefeituras, garantindo rendas para essas famílias”, finalizou Pondé.
Para Maria das Graças, conhecida no Quilombo do Tabuleiro da Vitória, em Cachoeira, como Maria do Totó, “o diálogo com Governo é a possibilidade de mostrarmos as nossas demandas, para que o governo conheça as origens de nosso povo e que possamos ter mais acesso às políticas públicas sociais”, finalizou a líder quilombola.
Com informações e fotos da SJDHDS