Em comemoração aos 39º aniversário de independência de Angola e dos 15º anos de existência da Casa de Angola, na Bahia o secretário de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Raimundo Nascimento participou na segunda-feira, 03 de novembro, da solenidade que homenageou a história do país e reafirmou a cooperação entre o povo brasileiro e angolano realizada na Casa de Angola, em Salvador.
O encontro foi marcado pela troca de culturas, saberes e literatura e contou também com a presença da ministra de Estado Chefe da secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, do embaixador de Angola no Brasil, Nelson Manuel Cosme, do secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubin, do diretor da Casa de Angola, Camilo Afonso, o representante da EBC e de outras entidades do Governo do Estado da Bahia, comunidade angolana, de estudantes de Salvador e membros da Embaixada de Angola.
O secretário da Sepromi, Raimundo Nascimento, em seu discurso destacou a felicidade do governo da Bahia em abrir as atividades do Novembro Negro 2014 com homenagens e atrações angolanas. “Angola é uma importante referencia para a população negra da Bahia e do Brasil. Novembro é o período que marca a luta do povo negro brasileiro. Há 15 anos o governo brasileiro entendeu a importância de iniciar a relação entre países africanos e, foi nesta casa que iniciou nossa relação que tem contribuído para fortalecimento das nossas raízes, história, pesquisa e cultura.
Com muita honra abriremos o Novembro Negro com a pré-estreia da novela angolana Windeck, com o balé angola e com o kuduro angolano para que possamos fortalecer ainda mais nossas relações”, destacou o secretário Raimundo Nascimento. Na ocasião, o embaixador de Angola no Brasil, Nelson Manuel Cosme, também lembrou que as comemorações em homenagem a Angola também marcam no Brasil o mês da Consciência Negra, agradeceu o apoio das autoridades brasileiras no crescimento da Casa de Angola, que é hoje um centro de referência no roteiro turístico e cultural de Salvador. O diplomata também destacou que a casa é como um marco para definir as excelentes relações entre Angola e o Brasil.
“As comemorações que assinalam o 15º aniversário da Casa de Angola e do 39º aniversário da independência de Angola marca igualmente a abertura do mês da Consciência Negra e do combate à intolerância, o mês de novembro, que para muitos de nós globalmente é o mês que simboliza a paz. É importante dizer o apoio do governo brasileiro, em especial, das autoridades baianas é indispensável para o fortalecimento da Casa de Angola. A Casa de Angola pode ser considerada como um marco na história da relação cultural entre os dois países irmãos separados pelo atlântico”, disse o diplomata.
A ministra Luiza Bairros destacou que festejar os 15º aniversário da Casa de Angola é motivo de orgulho para a Bahia no contexto do 39º de independência de Angola e que ambos os países vivem momentos históricos muito semelhantes. “Nós vivemos enquanto sociedade, Brasil e Angola processo em muitos sentidos semelhantes. Assim como o Brasil, também Angola tem passado por um processo de desenvolvimento acentuado, por um processo de inclusão de amplos setores da sociedade para melhores condições de vida como nós temos experimentado aqui no Brasil”, afirmou a ministra da Seppir.
O programa do 15º aniversário da Casa de Angola teve continuidade com a palestra do escritor angolano Ismael Mateus e apresentação do grupo angolano de Ballett Tradicional Kilandukuilu que brindou os presentes com vários números do seu vasto repertório.




