18/04/2016
Cinco mil membros do Movimento Sem Terra (MST) adentraram a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), na manhã desta segunda-feira (18), para reforçar a luta por reforma agrária e homenagear os 21 mortos no Massacre de Eldorado dos Carajás. O encontro, proposto pelo deputado estadual Bira Corôa, contou com a participação da secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, entre outras autoridades e lideranças da sociedade civil.
A titular da Sepromi, que tem trajetória de vida pública iniciada no MST, afirmou que as manifestações servem como “renovação da luta do povo que vive no campo, pelo acesso à terra e aos direitos sociais de um segmento, que contribui, todos os dias, para a soberania alimentar e nutricional do país”. Para ela, o fim da violência no campo e o enfrentamento à impunidade são desafios ainda a serem superados no Brasil.
O deputado estadual Bira Corôa falou sobre a importância histórica do momento e a necessidade de ter como referência os que perderam a vida em favor de uma sociedade mais justa. "Estamos aqui relembrando a trajetória dos irmãos e irmãs que morrem na luta. Dias como este são marcos importantes que nos fazem seguir em frente e vencer as batalhas em curso. Seguiremos em marcha e em luta pela defesa da Democracia e dos avanços sociais conquistados", disse.
Já o coordenador nacional do Movimento Sem Terra, Evanildo Costa, falou sobre a continuidade da luta. "O nosso primeiro desafio ao entrar no MST é buscar a História para aprender o significado de tudo que vivemos. As nossas histórias de muitas lutas e conquistas nos ensinam a não baixar a cabeça”, finalizou. A sessão especial foi marcada por cânticos, poesia e diversas manifestações de resistência dos integrantes do Movimento Sem Terra, que lotaram o plenário e outros espaços da ALBA.
Mesa
Também prestigiaram a sessão o superintendente do Incra, Luiz Gugê; Ten. Cel da Casa Militar, Antonio Sampaio; o assessor do governador Rui Costa, Ivan Alex; a superintendente de Reforma Agrária da Sec. de Desenvolvimento Rural, Renata Rossi; o prefeito de Boa Vista do Tupim, Gidú; o advogado da Consulta Popular, Mário Soares; a representante do Coletivo Quilombo, Daniele Ferreira; o representante do mandato do deputado Valmir Assunção, Marcio Natos; representante da Executiva do PT, Gutierrez; representante do CAA, Jacó; representante do Diretório Estadual do MPA, Leila Santana; o presidente do PSOL, Fabio Nogueira e o representante da Frente Povo Sem Medo, Franklin Oliveira.
Reforma Agrária
O Massacre de Eldorado dos Carajás foi o assassinato, decorrente de ação policial, de dezenove membros do Movimento Sem Terra (MST), ocorrido no dia 17 de abril de 1996, na cidade de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. À época, 1500 homens, mulheres e crianças estavam acampados na região e decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira, quando foram brutalmente atacados pela polícia. O pelotão havia recebido ordem expressa para retirar o grupo do local, ainda que fosse necessário o uso da força bruta.
A perícia dos corpos revelou que, pelo menos, 10 acampados foram executados a queima roupa e sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões. Como não houve perícia nas armas e projéteis para saber quais policiais atingiram determinadas vítimas, os 21 homicídios e as diversas lesões, permanecem impunes. Após o Massacre, o 17 de abril se transformou em um dia de luta pela reforma agrária, ganhando também caráter internacional.
A titular da Sepromi, que tem trajetória de vida pública iniciada no MST, afirmou que as manifestações servem como “renovação da luta do povo que vive no campo, pelo acesso à terra e aos direitos sociais de um segmento, que contribui, todos os dias, para a soberania alimentar e nutricional do país”. Para ela, o fim da violência no campo e o enfrentamento à impunidade são desafios ainda a serem superados no Brasil.
O deputado estadual Bira Corôa falou sobre a importância histórica do momento e a necessidade de ter como referência os que perderam a vida em favor de uma sociedade mais justa. "Estamos aqui relembrando a trajetória dos irmãos e irmãs que morrem na luta. Dias como este são marcos importantes que nos fazem seguir em frente e vencer as batalhas em curso. Seguiremos em marcha e em luta pela defesa da Democracia e dos avanços sociais conquistados", disse.
Já o coordenador nacional do Movimento Sem Terra, Evanildo Costa, falou sobre a continuidade da luta. "O nosso primeiro desafio ao entrar no MST é buscar a História para aprender o significado de tudo que vivemos. As nossas histórias de muitas lutas e conquistas nos ensinam a não baixar a cabeça”, finalizou. A sessão especial foi marcada por cânticos, poesia e diversas manifestações de resistência dos integrantes do Movimento Sem Terra, que lotaram o plenário e outros espaços da ALBA.
Mesa
Também prestigiaram a sessão o superintendente do Incra, Luiz Gugê; Ten. Cel da Casa Militar, Antonio Sampaio; o assessor do governador Rui Costa, Ivan Alex; a superintendente de Reforma Agrária da Sec. de Desenvolvimento Rural, Renata Rossi; o prefeito de Boa Vista do Tupim, Gidú; o advogado da Consulta Popular, Mário Soares; a representante do Coletivo Quilombo, Daniele Ferreira; o representante do mandato do deputado Valmir Assunção, Marcio Natos; representante da Executiva do PT, Gutierrez; representante do CAA, Jacó; representante do Diretório Estadual do MPA, Leila Santana; o presidente do PSOL, Fabio Nogueira e o representante da Frente Povo Sem Medo, Franklin Oliveira.
Reforma Agrária
O Massacre de Eldorado dos Carajás foi o assassinato, decorrente de ação policial, de dezenove membros do Movimento Sem Terra (MST), ocorrido no dia 17 de abril de 1996, na cidade de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. À época, 1500 homens, mulheres e crianças estavam acampados na região e decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira, quando foram brutalmente atacados pela polícia. O pelotão havia recebido ordem expressa para retirar o grupo do local, ainda que fosse necessário o uso da força bruta.
A perícia dos corpos revelou que, pelo menos, 10 acampados foram executados a queima roupa e sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões. Como não houve perícia nas armas e projéteis para saber quais policiais atingiram determinadas vítimas, os 21 homicídios e as diversas lesões, permanecem impunes. Após o Massacre, o 17 de abril se transformou em um dia de luta pela reforma agrária, ganhando também caráter internacional.
Com informações da Comissão Especial de Promoção da Igualdade - Assembleia Legislativa/Sepromi