ACBANTU presta homenagens a lideranças que atuam com povos e comunidades tradicionais

03/09/2015

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A Associação Nacional Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu (ACBANTU) realizou a mesa redonda ‘Pátria Amada Brasil’, nesta quarta-feira (22), em Salvador, reunindo povos indígenas e de terreiro. O evento teve como objetivo celebrar a ancestralidade e homenagear diversas personalidades que atuam junto aos segmentos de populações tradicionais no país. Dentre as lideranças homenageadas estava a coordenadora executiva de Políticas para as Comunidades Tradicionais (CPCT) da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis.

O prêmio levou o nome do historiador Ubiratan Castro, falecido em 2013, considerado uma das mais expressivas personalidades no estudo e na defesa das comunidades negras e de religiões de matriz africana. A solenidade, ocorrida no Espaço Cultural da Barroquinha, foi presidida pelos representantes da ACBANTU, Raimundo Silva (Taata Lubitu Konmannanjy), e a Ekedji Andréa Montenegro. Também receberam a homenagem a Makota Celinha (Minas Gerais), Mametu Nangetu (Pará), Yalorixá Bernadete Pacífico (Quilombo Pitanga dos Palmares), Taata Eurico Alcântara (CMDCN) e o Ojé Balbino (Itaparica).

Fabya Reis reafirmou o “compromisso no trabalho de construção de estratégias pela ampliação de direitos, ações afirmativas e enfrentamento à intolerância religiosa”, fazendo referência às metas da Sepromi, dirigida pela secretária Vera Lúcia Barbosa. Na pasta, uma das instâncias de relação com os segmentos tradicionais, de acordo com ela, é a Comissão Estadual para a Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais (CESPCT), além do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Grupo Intersetorial para Quilombos (GIQ), através de diálogos estabelecidos pela própria CPCT.

Trajetória – Com trajetória marcada pela participação em movimento popular, Fabya Reis iniciou sua militância no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), aos 17 anos, no extremo sul da Bahia. Participou, com outras companheiras, do debate de gênero no MST, atuando na organização de acampamentos, marchas e outros projetos ligados à população do campo. Na sua caminhada também constam experiências de seminários e encontros internacionais com as bandeiras das mulheres e da luta pela terra.

Formada em administração, Fabya tornou-se mestra em Sociologia pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), doutora em Ciências Sociais, no ano de 2012, além de pós-doutora em 2014, pela mesma instituição de ensino.

Na gestão pública foi coordenadora de Gestão da Informação na Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes) entre 2010 e 2012, chefe de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), e este ano assumiu a coordenação executiva de Políticas para Comunidades Tradicionais da Sepromi.

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