Em busca da proteção da Pedra de Xangô, que tem sido alvo constante de atos de intolerância religiosa, adeptos do candomblé realizam uma caminhada até o monumento neste domingo (8), com concentração às 7h30, no campo da Pronaica, no bairro de Cajazeiras X, em Salvador. A atividade tem o apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) e é organizada por Mãe Iara de Oxum, ialorixá do Ilê Tomim Kiosisé Ayó.
O tombamento e registro especial da Pedra estão à cargo da Fundação Gregório de Matos (FGM) e do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), respectivamente. Essas foram algumas das medidas definidas em reuniões convocadas pela Sepromi, com a participação de povos de terreiros e representantes dos poderes públicos municipal e estadual, após denúncia de depósito de 200 quilos de sal grosso, pichação e quebra de oferendas no espaço.
A atitude em desrespeito à fé do povo de santo foi protocolada, em novembro do ano passado, no Centro Nelson Mandela, unidade da Sepromi que presta atendimento jurídico, social e psicológico a vítimas de racismo e intolerância religiosa na Bahia. O equipamento funciona na Avenida 7 de Setembro, no Edifício Brasilgás, Centro, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h e das 14 às 17h. Desde sua criação, em 2013, já foram registrados cerca de 100 casos relacionados.
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