A unidade dos afoxés para combater a intolerância religiosa, o racismo e demais formas de discriminação foi a estratégia destacada no seminário desta sexta-feira (27), no Centro de Referência Nelson Mandela, na Avenida 7 de Setembro, em Salvador. Ao apresentar o histórico do segmento, a presidente do Kambalazwange, Iracema Neves, falou da preocupação em separar o sagrado do profano, principalmente durante o Carnaval, tendo o cuidado de não expor os ritos do candomblé na festa.
Atualmente, segundo Neves, “qualquer pessoa que se identifique com a cultura de matriz africana pode e deve participar do afoxé”, o que antes era restrito aos povos de terreiro. Também foram abordadas, durante o encontro, as ações sociais desenvolvidas pelos grupos ao longo do ano. O presidente do Filhos de Gandhy, Francisco Lima, citou, por exemplo, algumas iniciativas desenvolvidas na organização, como oficinas, cursos e rodas de conversa com a juventude .
Participaram ainda da atividade, que faz parte da programação do Novembro Negro, Ednaldo Santana (Filhos do Congo), Georgenes do Amor Divino (Pai Buruko) e representantes dos afoxés Rei Ataojá, Filhos de Nanã e Ile Oya, além do coordenador do Centro de Referência, Walmir França, que ressaltou o papel do equipamento social no recebimento e acompanhamento das denúncias de racismo e intolerância religiosa.