15/04/2016
“O teatro negro é uma ferramenta de combate ao racismo e à intolerância religiosa, um espaço para colocarmos nossas questões, nosso corpo, nossa expressão, história e religiosidade”, afirmou o ator Antônio Marcelo, durante seminário no Centro de Referência Nelson Mandela, em Salvador, nesta sexta-feira (15), com a presença de ativistas, estudantes e profissionais da área.
O foco da atividade foi o Teatro Experimental do Negro (TEN), criado na década de 40 pelo ativista Abdias Nascimento. Na oportunidade, Marcelo falou do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (Nata), do qual participa. “Reconhecemos a importância de mostrar o processo de exclusão social, mas optamos em contar a nossa beleza, potencial, empoderamento, grandiosidade”, concluiu.
A experiência do Bando de Teatro Olodum, criado em 1990 para continuar o legado do movimento em busca do protagonismo do povo negro, também foi apresentada. “A gente faz teatro pelo local, para o nosso povo, pela nossa comunidade”, disse um de seus integrantes, Fábio Santana. Segundo o ator, o grupo é uma militância cênica, que passa por todo um processo de formação.
O TEN
A atriz Josi Acosta contextualizou o movimento teatral, que tinha como objetivo fomentar uma nova dramaturgia, à época, a ser utilizada como estratégia de exposição dos anseios das comunidades negras e valorização dos artistas negros. O Teatro Experimental do Negro foi uma iniciativa pioneira, também na tentativa de influenciar a produção de novos textos, surgimento de novos teatrólogos e grupos capazes de garantir a representatividade do povo negro, maioria populacional no país.
“Abdias queria colocar o negro em cena. Já estamos. Agora, o que queremos?”, provocou. Ela também compartilhou sua experiência no teatro e as dificuldades impostas pelo racismo. “Ainda quando criança me chamaram para substituir uma colega na peça do colégio. Disseram que eu era muito boa, mas que ninguém ia querer uma fada negra. Foi aí que percebi que eu era diferente”, contou.
Ela mencionou ainda o grupo Caixa Preta, composto por equipe técnica e atores negros, que tem um trabalho de construção da identidade e formação. Já o ator Gustavo Mello falou da Companhia dos Comuns, que retrata, por meio das encenações, experiências de pessoas, muitas vezes, não notadas. “Há sempre uma representação do negro sub-humano ou super-humano, e nós queremos mostrar pessoas comuns”. A mesa foi mediada pelo presidente do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington.
Sobre o Centro
Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela fica localizado na Avenida 7 de Setembro, nº 282, Edifício Brasil Gás (Mesmo prédio da Fundação Pedro Calmon). Além de recepcionar e acompanhar denúncias de violência racial e religiosa, o equipamento possui biblioteca especializada e promove atividades de formação periódicas, gratuitamente.
O foco da atividade foi o Teatro Experimental do Negro (TEN), criado na década de 40 pelo ativista Abdias Nascimento. Na oportunidade, Marcelo falou do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (Nata), do qual participa. “Reconhecemos a importância de mostrar o processo de exclusão social, mas optamos em contar a nossa beleza, potencial, empoderamento, grandiosidade”, concluiu.
A experiência do Bando de Teatro Olodum, criado em 1990 para continuar o legado do movimento em busca do protagonismo do povo negro, também foi apresentada. “A gente faz teatro pelo local, para o nosso povo, pela nossa comunidade”, disse um de seus integrantes, Fábio Santana. Segundo o ator, o grupo é uma militância cênica, que passa por todo um processo de formação.
O TEN
A atriz Josi Acosta contextualizou o movimento teatral, que tinha como objetivo fomentar uma nova dramaturgia, à época, a ser utilizada como estratégia de exposição dos anseios das comunidades negras e valorização dos artistas negros. O Teatro Experimental do Negro foi uma iniciativa pioneira, também na tentativa de influenciar a produção de novos textos, surgimento de novos teatrólogos e grupos capazes de garantir a representatividade do povo negro, maioria populacional no país.
“Abdias queria colocar o negro em cena. Já estamos. Agora, o que queremos?”, provocou. Ela também compartilhou sua experiência no teatro e as dificuldades impostas pelo racismo. “Ainda quando criança me chamaram para substituir uma colega na peça do colégio. Disseram que eu era muito boa, mas que ninguém ia querer uma fada negra. Foi aí que percebi que eu era diferente”, contou.
Ela mencionou ainda o grupo Caixa Preta, composto por equipe técnica e atores negros, que tem um trabalho de construção da identidade e formação. Já o ator Gustavo Mello falou da Companhia dos Comuns, que retrata, por meio das encenações, experiências de pessoas, muitas vezes, não notadas. “Há sempre uma representação do negro sub-humano ou super-humano, e nós queremos mostrar pessoas comuns”. A mesa foi mediada pelo presidente do Bando de Teatro Olodum, Jorge Washington.
Sobre o Centro
Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela fica localizado na Avenida 7 de Setembro, nº 282, Edifício Brasil Gás (Mesmo prédio da Fundação Pedro Calmon). Além de recepcionar e acompanhar denúncias de violência racial e religiosa, o equipamento possui biblioteca especializada e promove atividades de formação periódicas, gratuitamente.