Circuito Mestre Bimba recebeu ação de enfrentamento ao racismo nesta terça-feira

28/02/2017
O Centro de Referência Nelson Mandela, equipamento social da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) que atende vítimas de racismo e intolerância religiosa, escolheu o bairro do Nordeste de Amaralina (Circuito Mestre Bimba) para encerrar suas ações neste Carnaval. Desde a última quinta-feira (23) estão sendo realizadas abordagens qualificadas nas ruas para orientar  foliões e trabalhadores, além de monitorar situações de violação de direitos nesta área. Também foi disponibilizado atendimento jurídico gratuito à população na sede do Procon (Rua Carlos Gomes).

A presidente da Associação de Bloco Carnavalesco do Nordeste de Amaralina (ABCN), Jaíra Santos, mais conhecida como Deca, aprovou a iniciativa. “Gostei muito da visita e ação dos técnicos na comunidade, porque os órgãos governamentais e as empresas não costumam olhar para a região, e precisamos de apoio. É muito importante. Existe muito racismo no Carnaval e durante todo o ano”, disse. Lançado oficialmente em 2012, o Circuito Mestre Bimba oferece uma programação diversificada com dezenas de blocos carnavalescos. O nome foi escolhido por meio de votação popular e é uma homenagem ao criador da capoeira regional.

Nas fachadas das casas, comércios e ‘camarotes democráticos’, com decorações expressivas e mensagens de combate ao racismo, é possível observar a luta da comunidade pelo respeito à diversidade. “O Carnaval aqui é sem violência, dos moradores, onde a maioria é negra”, falou o diretor do bloco Nossa Gente e repórter Michael. Para o coordenador dos trabalhos, Antônio Cosme Lima, o principal objetivo da ação foi alcançado. “Através da abordagem qualificada nos circuitos conseguimos articular a política de igualdade racial e de combate ao racismo, sobretudo o institucional, orientando e conscientizando a população”, afirmou.