"A pipoca é diferenciada", diz foliã do Olodum no desfile do último dia carnaval

21/02/2024
Olodum foi o bloco afro que abriu o desfile desta terça-feira de carnaval (13), fazendo desfile com a já conhecida “pipoca”, que arrastou uma legião de olodunicos. Como Nara de Oliveira, soteropolitana e foliã nata, que saiu em todos os três dias de desfiles da entidade.  "Acompanho todos os dias, mas a pipoca é diferenciada. Mais calor humano e a energia é maior", disse Nara, que estava junto com seu marido, também olodunico.

Quem estava acompanhando o trio foi Jessé Oliveira, que é olodunico há mais de 20 anos. Ele é cadeirante e estava acompanhando o bloco super animado. "Essa pipoca é surreal, não tenho outra palavra. É Olodum no coração", disse.

O bloco também pautou acessibilidade para as pessoas com deficiência auditiva e as músicas foram traduzidas em Libras, por profissionais em cima do trio. "Temos um compromisso com a inclusão. E nada mais justo do que permitir que uma pessoa com deficiência possa acompanhar aquilo que está sendo dito pelos cantores", pontuou Marcelo Gentil, presidente do bloco.

Olodum foi um dos 107 blocos contemplados no Programa Carnaval Ouro Negro de 2024, recebeno o aporte a faixa A, linha de maior investimento no valor de R$ 1 milhão de reais. Junto com ele, os blocos Afro Ilê Aiyê e os Filhos de Gandhy completaram a linha das três entidades desta faixa, totalizando a maior fatia do edital, no valor de R$3 milhões, do maior investimento da história no estado -  cerca de R$ 15 milhões.

Carnaval Ouro Negro 2024 - O Carnaval da Bahia é Ouro Negro. Em 2024, foram investidos R$15 milhões para proporcionar o apoio a mais de 170 grupos dos segmentos afro, afoxé, samba, reggae e de índio. Só no carnaval de Salvador são mais de 100 entidades que desfilam nos circuitos oficiais da folia. Entre as entidades contempladas estão grupos tradicionais como o Olodum, Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Muzenza e Cortejo Afro.  A Sepromi e a SecultBA amplia sua parceria com blocos tão importantes com o intuito de preservar a tradição destes na folia soteropolitana e nas suas comunidades de origem, valorizando as nossas matrizes africanas.