02/03/2016
Técnicos da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (BAHIATER), responsáveis pelo acompanhamento dos serviços de assistência técnica e extensão rural destinados aos povos e comunidades tradicionais, receberam capacitação na manhã dessa terça-feira (2). A qualificação foi promovida pelas secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI), com apoio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Justiça Social), no auditório do Instituto Regional de Colonização Agrária (Incra), em Salvador.
Os participantes aprenderam sobre relações raciais, racismo institucional, acesso à terra e política indigenista, entre outros temas relevantes para a oferta da assistência técnica e extensão rural (ATER) aos povos tradicionais. O evento contou com a palestra de Antônio Cosme Onawalê (Sepromi), que focou as questões raciais, enquanto a parte da política indigenista na Bahia foi tratada pela superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Anhamona de Brito. De acordo com Anhamona, “ao desenvolver o trabalho no campo, os técnicos precisam levar em consideração as especificidades de cada povo, as diferentes visões acerca dos territórios indígenas e a destinação das terras produtivas nesses espaços”.
Os serviços de ATER vão beneficiar as Unidades Produtivas Familiares das comunidades remanescentes quilombolas, indígenas, geraizeiras e de fundo e fecho de pasto, situadas em dez Territórios de Identidade da Bahia. As famílias receberão serviços de assistência técnica e extensão rural para fortalecimento das atividades produtivas rurais, com o objetivo de geração de renda e soberania e segurança alimentar e nutricional. Segundo Flávia Suzana, da coordenação de formação da BAHIATER, “a ação pretende promover uma transição para a agroecologia, respeitando o princípio do etno desenvolvimento, a cultura e ancestralidade dos segmentos que abrangem a chamada pública”. Outra questão importante, continua Flávia, “é a mudança no ritmo de aquisição de tecnologia e de transformações nos modos de produção que contemplam, fundamentalmente, o conhecimento local, a segurança alimentar e territorial, o manejo ambiental de forma sustentável e a promoção da autonomia da etnia envolvida”.