Combate à exploração sexual e tráfico de pessoas na Lavagem de Arembepe

04/03/2016
Técnicos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Justiça Social), estiveram, durante a manhã desta sexta-feira (04), na Lavagem de Arembepe, mobilizando a população no combate ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e ao trabalho infantil. A ação foi realizada a convite da Secretaria da Mulher (Semu) do município de Camaçari, como parte da programação do mês da mulher.

Distribuindo folhetos e ventarolas da Campanha Fique de Olho! Contra a exploração Sexual e o Trabalho Infantil, a psicóloga Cleide Torres e as estagiárias Roberta Oliveira e Taciana Cruz, do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP) da Justiça Social, percorreram os espaços e estabelecimentos do circuito, abordando os participantes e alertando quanto à necessidade de reconhecer e denunciar todas as situações de violência infantil e de gênero.

Trata-se do quarto ano consecutivo que a secretaria participa da ação em Arembepe, em parceria com a Semu de Camaçari. “A contribuição da prefeitura municipal no trabalho de conscientização sobre a exploração sexual infantil e o enfrentamento ao tráfico de pessoas é extremamente relevante para a causa, uma vez que todos os seus servidores são capacitados e tornaram-se agentes multiplicadores, podendo realizar palestras e ações, o que ajuda muito a reduzir a vulnerabilidade das pessoas no município”, afirma Cleide Torres.

Segundo a psicóloga da Secretaria da Mulher, em Camaçari , Suzana Nazareth, a ação “é de suma importância porque a gente sabe que na orla de Camaçari, principalmente em Arembepe, acontecem ações de tráfico de pessoas. Então é importante fazermos essa parceria com a Secretaria de Justiça, aproveitando a oportunidade de um evento como esse, para divulgar que a problemática existe, a violência sexual e o tráfico existem e têm que ser combatidos”, salientou.

Para a aposentada Ana Amélia, que decidiu mudar-se definitivamente de Brasília para Arembepe, alguns turistas entendem o Brasil como o paraíso sexual e acham que todas as meninas estão a serviço deles. “Essas meninas, por serem de famílias muito carentes, acabam sendo cooptadas. Por isso é bom que elas se informem, que suas mães estejam atentas e saibam orientá-las, oferecendo-lhes outras opções, outros caminhos a trilhar” , sugeriu.

Atendendo os festeiros num bar, no circuito da Lavagem, a comerciária Neia Santos elogiou a ação da equipe. “Essas coisas acontecem mesmo e, muitas vezes a gente não sabe como agir e como denunciar. Por isso é bom ter pessoas que nos esclareçam”, disse.