Superintendente apoia debate sobre educação bilíngue

13/08/2015
O superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Alexandre Baroni, participou, na noite de quarta-feira (12), do I Seminário: Novas Perspectivas de Educação Bilíngue para Surdos, organizada pela Associação Educacional Sons no Silêncio (AESOS), no auditório Zélia Gattai, do Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE). 

Em sua participação, na abertura do seminário, Alexandre Baroni, representando a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), destacou que apoia o debate democrático e legítimo sobre a educação bilíngue. “Entendo que todas as pessoas com deficiência têm o direito a uma educação de qualidade e por isso devem possuir todas as possibilidades de acesso à comunicação”, afirma. 

Neste encontro, que acontece até hoje (13), com palestras, debates e apresentação de trabalhos científicos, o objetivo é trazer uma reflexão à sociedade baiana sobre a educação de surdos. 

“Atualmente, temos uma legislação que garante ao cidadão surdo a sua acessibilidade por meio  do intérprete. Mas na educação, eles defendem uma educação bilíngue, que não vai contra ao processo de inclusão defendida pelo Ministério da Educação. Ao contrário, o movimento dos surdos quer dizer que a educação deles dar-se de forma diferente. Então, esse movimento quer dialogar com o poder público para se desenvolver uma educação verdadeiramente inclusiva, explica a diretora da AESOS, Márcia Lemos.

Sabendo da demanda do movimentos dos surdos, o estado da Bahia tem estabelecido nesse governo canais de diálogo pra discutir a educação bilíngue, como destacou a coordenadora da Educação Especial da Secretaria de Educação (SEC), Patrícia Sílvia de Jesus. “Por meio do debate com a sociedade, podemos chegar a um denominador comum e encontrar mecanismos para alinhar a educação bilíngue ao movimento nacional da educação inclusiva”, finaliza.

EDUCAÇÃO BILÍNGUE

A educação do surdo, pela proposta bilíngue, apresenta como princípio o acesso da criança com surdez à sua língua natural, sendo, de preferência, a sua vivência e aprendizagem estimuladas pelo contato com comunidade surda, na qual estará inserida quando maior. Seu desenvolvimento na língua natural é considerado primordial para o aprendizado da segunda língua (linguagem oral), em sua forma escrita a ser aprendida na escola.