Integrantes do NEOJIBA compartilham o que aprendem nas escolas de Salvador

18/11/2019
O entusiasmo no olhar dos estudantes da Escola Municipal Amélia Rodrigues, no bairro do Tororó, em Salvador, acompanhadas pelo NEOJIBA, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), crescia a cada nota do violino de Leonardo de Almeida, 24 anos, integrante do programa e membro da Orquestra Juvenil da Bahia.

Ele e mais quatro colegas de orquestra, os violinistas João Azevedo, 20, e Lucas Santa Clara, 19, o violista, Caio Rêgo, 21, e o violoncelista, Luan Santa Clara, 19, vão à escola duas vezes por mês para executar a filosofia do “aprende quem ensina” do NEOJIBA, através do Projeto Músicos Multiplicadores (Promulti), a mais ou menos 40 crianças do 3º ano do Fundamental I e do 5º ano.

“Além do ato de ensinar, tentamos inspirar. Aqui, a gente não usa instrumentos com eles, mas fazemos iniciação musical de um jeito bem lúdico”, explicou João, que, junto com os outros companheiros, orientou, nesta segunda-feira (18), a aula de encerramento das onze crianças do 3º ano do Fundamental I, acompanhadas por eles desde o início deste ano.

Dentro da iniciação musical, os alunos da Amélia Rodrigues aprendem sobre escalas musicais e leitura de partituras, mesmo sem o uso de instrumentos musicais. O projeto acontece há mais de dois anos no espaço, no horário de algumas aulas de Música, e é “excelente, em especial para uma escola que tem uma fanfarra”, como destaca Márcia Teixeira, vice-diretora do turno matutino.

“É um momento lúdico que atrai bastante a atenção deles. Nossa fanfarra tem alunos mais velhos, mas, com essa parceria do NEOJIBA, os pequenos despertam a curiosidade para a música mais cedo”, disse. “É um ensino diferenciado, mas complementar. Ter vivências e dialogar musicalmente é importante para o aprendizado da música”, acrescentou o professor de Música da escola, Berelísio das Mercês, que acompanha o andamento das aulas.

Em relação ao que o Promulti representa para os jovens músicos do NEOJIBA, João pontuou o quanto a música transformou sua vida e o quanto ela pode transformar a vida de seus alunos. Há poucos anos, ele saiu de onde morava, no distrito de Trancoso, em Porto Seguro, para continuar a carreira musical pelo NEOJIBA em Salvador. “Vim na perspectiva de aprender e o programa me deu o maior apoio, com auxílio transporte e moradia. Em 2018, entrei para a Juvenil, onde estou até hoje”, relembrou.

Assim como foi para ele, João acredita que a atividade musical é capaz de aliviar a “realidade sufocante” de muitos jovens. “Acho que eles têm muita coisa acontecendo na vida e, muitas vezes, não têm foco. Mas, com oportunidade, eles podem enxergar além de uma sala pequena e apertada”, concluiu.

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