Os programas sociais da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), que contribuem para o fortalecimento da alimentação escolar na Bahia foram apresentados para a delegação do Governo da Etiópia, que pretende implantar ação semelhante nas escolas do país. Reunidos na Sede da Secretaria de Educação (Sec), na tarde desta terça-feira (24), a delegação conheceu as experiências da Bahia na área de alimentação escolar, a partir das etapas que antecedem a distribuição dos alimentos para as escolas, desde o beneficiamento dos produtos da agricultura familiar, até a compra pelas escolas.
Representando a SJDHDS, a superintendente de Inclusão e Segurança Alimentar (SISA), Rose Pondé, falou sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que garante o acesso dos alimentos às populações em situação de insegurança alimentar e nutricional e promover a inclusão social no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar. De acordo com a titular da SISA, o PAA distribui, anualmente, 2,5 milhões de toneladas de alimentos, e 145 mil litros de leite pasteurizado, bovino e caprino. Cerca de 30% da produção é ofertada para as escolas e creches da Bahia, por meio da compra direta e distribuição simultânea.
O programa cisternas, responsável pela construção de cisternas de placas para consumo, e que já implantou 14. 299 estruturas hídricas para produção também foi citado como suporte para a alimentação escolar. “ As hortaliças e verduras produzidas nos quintais produtivos, situados no entorno dessas cisternas também são comercializadas para a alimentação escolar”.
Aprendizado – Coordenada pelo Centro de Excelência contra a Fome (DF), em parceria com o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), a delegação visita nessa sexta – feira (27), as experiências exitosas da Cooperativa dos Agricultores Familiares e de Economia Solidária (COOPAFES), no município de Serrinha. Em destaque, o processamento de polpa de frutas, hortaliças, e os sistemas de cisternas de 1ª e 2ª água.
O aprendizado vai fortalecer a iniciativa Etíope de Alimentação Escolar, programa iniciado em 1994, em 40 escolas e cobrindo atualmente 1.187 escolas e 640 mil crianças em situação de insegurança alimentar crônica em seis das nove regiões do país. Diversos estudos internos e externos conduzidos para avaliação do programa indicam que ele obteve efeitos positivos na matrícula e frequência escolar, assim como na redução das taxas de evasão, especialmente entre as meninas. A comitiva, que reúne membros dos Ministérios da Educação, Agricultura, Trabalho, Saúde, e Desenvolvimento Econômico da Etiópia, permanece na Bahia até o dia 28.
Delegação da Etiópia conhece programas de segurança alimentar da Bahia
01/05/2015