24/07/2018
Na tarde desta terça-feira, 23, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Coordenação de Políticas para a Juventude (COJUVE) e do Neojiba, receberam 10 jovens colombianos ligados ao projeto social de ensino da música, Fundação Nacional Batuta. O encontro aconteceu no Parque do Queimado, local que abriga os núcleos do Neojiba.
Durante toda a tarde, entre uma sinfonia e outra, os jovens brasileiros e colombianos puderam compartilhar experiências para além da música. Segundo o secretário da Embaixada da Colômbia no Brasil, Yesio Romero, a visita tem como objetivo estreitar as relações entre os países e seus projetos sociais voltados para a juventude. "Ter a oportunidade de conhecer o Neojibá fará com que os jovens da Colômbia estreitem as relações com os jovens da Bahia e ampliem seus conhecimentos e vivências. São dez jovens entre meninos e meninas que trazem em suas bagagens vivência de suas comunidades de origem. Nós queremos que eles percebam a importância dos projetos sociais na Colômbia e no Brasil, cada um com suas particularidades e similaridades”, acrescentou.
Para o colombiano Alex Copete,15, estudante da Fundação Nacional Batuta, poder trocar experiências com os alunos do Neojibá, é muito importante para sua formação: “estava esperando por esse momento e estou gostando muito da experiência com os alunos brasileiros. Eles são bem receptivos, jovens, tocam muito bem e são uma inspiração para nós”, disse ele.
Jabes Soares, coordenador da Cojuve explicou que o intercâmbio cultural é uma oportunidade para troca de conhecimento e experiência. "A proposta da visita é para que os jovens colombianos tragam um pouco da sua vivência para nós, que digam de como é viver na Colômbia e que aprendam como é serjovem em Salvador. Nós sabemos que existe muita relação entre a Bahia e Colômbia, do ponto de vista da identidade e dos desafios que a juventude enfrenta nos dois países", afirmou o coordenador.
Já André Felipe, coordenador do núcleo Neojiba da Liberdade, acredita que o intercâmbio vai além da experiência com a música. “Somos um programa social que vai além da música, temos a oportunidade de transformar vidas através da música. Um intercâmbio é muito importante para conhecer outras pessoas e outras culturas é uma riqueza imensa para eles e para nós, professores”, falou.
O grupo permanece na Bahia até a próxima sexta-feira (27) e seguirá visitando projetos que promovem o desenvolvimento e a integração social de crianças e adolescentes. Na programação estão previstos encontros com o Olodum e Ilê-Aiyê, além de palestras e oficias.