19/11/2019
O segundo dia da semana de ações do Novembro Negro Azeviche da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), nesta terça-feira (19), teve mesas de debates e contou com a participação de superintendentes, diretores e coordenadores da SJDHDS.
Os participantes discutiram o Racismo Institucional e as formas de lutar contra a discriminação no ambiente de trabalho. Presente na abertura, o secretário Carlos Martins falou sobre a importância dessa discussão e reafirmou o orgulho de, enquanto homem negro, comandar uma secretaria de Estado na Bahia.
“O racismo institucional tem que ser combatido com ações transversais em todas as superintendências e órgãos. Assim como trabalhamos priorizando comunidades quilombolas, públicos mais vulneráveis, que em sua maioria é formado pela população negra, em nossas políticas públicas, é importante também propormos estratégias para dentro", pontuou o gestor.
Para o secretário, "é fundamental combater condutas racistas que desumanizam nossas relações de trabalho, que nos colocam pra baixo e impedem que todos cresçam de forma positiva”, disse Martins.
Diretora de Prevenção e Redução de Danos da Suprad, Emanuelle Silva falou sobre a importância das políticas de ações afirmativas e ressaltou as formações e capacitações realizadas pela superintendência com profissionais que atuam nos programas, a exemplo do Corra Pro Abraço.
"Nós estamos cotidianamente levando em consideração a formação dos técnicos, tanto do Corra quanto das Comunidades Terapêuticas, porque entendemos que é uma forma de atuarmos para barrar o racismo, uma vez que nosso público prioritário é formado majoritariamente por homens e mulheres negras", disse a diretora, que aproveitou para soltar a voz e cantou, ao lado dos participantes, o clássico "Alguém me Avisou", de Dona Ivone Lara, sambista negra considerada a Rainha do Samba no Brasil.
O superintendente de Direitos Humanos, Jones Carvalho, lembrou que o racismo se manifesta de várias formas, por isso é preciso atenção sempre. "Temos que nos olhar internamente também. O preconceito tem origens históricas, que se perpetuam. Precisamos entender e combater", afirmou.
Quadro Funcional da SJDHDS
Ainda durante a mesa, a diretora geral da SJDHDS, Simone Araújo, e a diretora geral da Fundac, Regina Affonso, apresentaram dados mostrando a presença da população negra no quadro de funcionários da secretaria. Na SJDHDS, 60% dos funcionários é formado por pessoas negras, sendo que 40% de todos os funcionários da secretaria são mulheres negras. Na Fundac, 40% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres negras.
"Nós somos todos funcionários, colaboradores, servidores que constroem juntos esta secretaria. Aqui não importa qual a nossa cor, mas importa estarmos atento para combatermos todo tipo de intolerância e discriminação", afirmou Simone.
Participaram ainda os superintendentes Alexandre Baroni (Sudef), Filipe Vieira (Procon-BA); os coordenadores Adriano Costa (Coad), Anielson Santos (Cesan-Sisa) e Gabriel Teixeira (LGBT-Sudh), que fizeram apresentações falando sobre a transversalidade das ações nas respectivas áreas com a questão do racismo institucional.