24/08/2021
“Para nós, é um orgulho grande termos nove baianos em Tóquio. Isso representa um avanço nas políticas públicas voltadas para pessoas com deficiências, além de abertura de portas para os nossos atletas”. As palavras são do superintendente dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), Alexandre Baroni, que destacou a representatividade da Bahia nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, iniciados nesta terça-feira (24).
Para Baroni a realização dos jogos é um momento de reafirmar a importância do esporte como ferramenta de inclusão. “A realização dos Jogos Paralímpicos é um marco, além de ser um momento de alegria, de torcer por nossos atletas, é o momento da maior visibilidade e do esporte para as pessoas com deficiência no mundo, sobretudo como ferramenta de inclusão social. Com isso, podemos reafirmar a mensagem que as PCDs têm e terão espaço na sociedade”, enfatiza ele.
A SJDHDS, além de articular o diálogo e apoio às iniciativas esportivas para PCDs, juntamente com a Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb/Setre), também tem trabalhado para viabilizar atividades esportivas inclusivas nos Centros Sociais Urbanos (CSU), equipamentos da secretaria.
“Entendemos a importância do esporte na vida das pessoas, em especial dos PCD’s e o nosso esforço é para ampliar a participação deles nas competições. Estamos atuando em parceria com a Sudesb, dialogando e apoiando as iniciativas que promovem o apoio técnico e financeiro no estado, voltados para nossos atletas. Também estamos trabalhando para desenvolver atividades esportivas inclusivas nos espaços dos CSUs”, pontuou ele.
Em 2021, os atletas que representam a Bahia na Paralimpíada são Samira Brito, Tascitha Cruz, Raíssa Machado e Edneusa Dorta, do atletismo; Jefinho, Cássio Reis e Gledson Barros, do futebol de 5; Evânio Rodrigues, do halterofilismo; e Renê Pereira, do remo.
Incentivo
Na Bahia, atletas do paradesporto contam com o Bolsa Esporte, incentivo financeiro e técnico concedido, mensalmente, pelo prazo de um ano e renovável por igual período. Criado em 2011, o Bolsa Esporte já investiu nos seis editais cerca de R$ 4,8 milhões.
Entre os atletas já contemplados, encontram-se o medalhista de ouro olímpico de 2021, Hebert Conceição, os também campeões olímpicos de boxe Adriana Araújo e Robson Conceição e os tetracampeões paralímpicos do Futebol de 5, Jéferson Gonçalves (Jefinho) e Cássio Lopes.
O Bolsa Esporte está com edital aberto até o próximo dia 26/08 –, e pelo Programa de Incentivo ao Esporte Amador, Olímpico e Paralímpico – FazAtleta, que também encontra-se em aberto para receber propostas. Ambos os incentivos são do Governo da Bahia, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
O edital aberto este ano, contempla 37 modalidades olímpicas e 21 paralímpicas, além de mais 25 classificadas como modalidades reconhecidas e vinculadas.
Além disso, o Governo do Estado, por meio das secretarias do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), e da Fazenda (Sefaz), desenvolve o FazAtleta, programa que oferece recursos para financiamento de equipamentos esportivos, remuneração para atleta, técnico e preparador físico, despesas com competição, entre outros.
Com informações da SUDESB.