20/08/2021
Na tarde desta sexta-feira (20), a Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), participou da Sessão Especial Políticas Públicas de Acessibilidade em Salvador, promovida pela Câmara Municipal da capital. A atividade aconteceu de forma remota, através do aplicativo Zoom.
Na oportunidade, representantes do poder público e especialistas puderam discutir assuntos sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência em Salvador.
O superintendente Alexandre Baroni citou algumas ações com participação da SJDHDS, que tiveram como objetivo tornar o espaço urbano mais acessível.
“Trabalhamos no projeto do Pelourinho Acessível, que se transformou numa referência com 1500 metros de calçada acessível. A reforma ainda contou com um elevador no interior da casa Jorge Amado, a fim de promover a acessibilidade para pessoas com deficiência”, destacou.
Baroni ainda falou sobre projetos urbanos para pessoas com deficiência no setor de turismo e lazer.
“Nós estamos trabalhando em algo que acreditamos muito, a questão dos espaços dos festejos. No carnaval, por exemplo, a gente vem fazendo um trabalho de fiscalização. O consumidor com deficiência que compra o seu ingresso tem o direito de aproveitar um espaço acessível”, afirmou o superintendente.
Por sua vez, Claudia Ferraz, defensora pública e membro da ANADEB, ressaltou a importância de dar atenção às individualidades de cada pessoa com deficiência.
“Nós temos que ter em mente as especificidades das características de cada deficiente. Todos precisam ter acesso às festas populares, todos devem ter acesso a hotéis, táxis, escolas. A unidade escolar precisa se preparar com profissionais de apoio”, destacou.
O Promotor de Justiça do MP-BA Fernando Mario falou das dificuldades de implementar projetos de acessibilidade na cidade de Salvador.
“Temos que ter em mente que moramos em uma cidade que começou, no período colonial, como uma réplica de Lisboa, uma cidade antiga, desordenada, isso vem dificultando a prática da execução de acessibilidade, principalmente nos bairros que a urbanização se deu de forma desordenada”, sinalizou.
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