02/04/2019
Uma roda de conversa sobre o Transtorno do Espectro Autista, chamado de TEA, marcou a passagem do Dia Mundial Conscientização do Autismo, nesta dia 02 de abril, na Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Promovido pela Superintendência dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Sudef), o encontro contou com a presença das psicólogas Amanda Cerqueira e Elma Rodrigues, que fizeram uma apresentação sobre as questões, dúvidas e mitos que envolvem o tema.
Após uma breve apresentação do histórico do transtorno, que em 1993 foi adicionada à classificação internacional de doenças pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as profissionais falaram sobre o sinais e sintomas apresentados por crianças que são portadoras do transtorno. As crianças e adultos com autismo são possuem dificuldades de comunicação, de sociabilidade e de imaginação, por exemplo.
"É fundamental procurar diferentes profissionais médicos para avaliar cada caso. Todas as crianças que tem o transtorno podem melhorar o seu convívio, devem ser inseridos socialmente e apenas a ajuda profissional pode orientar os pais e responsáveis sobre as melhores maneiras de abordar cada questão", afirma Amanda Cerqueira.
Entre os principais sinais estão o atraso de fala em uma criança ou dificuldade de aprendizagem; falta de atenção ou intenso interesse em um número limitado de coisas; depressão ou ignora as emoções dos outros; distúrbio da fala ou perda da fala, entre outros pontos. Segundo a OMS, uma em cada 110 pessoas são portadoras do transtorno.
Para Joselita Santana, psicóloga da Coordenação de Proteção Básica da Superintendência de Assistência Social (SAS), "a palestra foi fundamental porque dá visibilidade para um tema que está no cotidiano de muita gente. Discutir e desmistificar é muito importante e eu espero que muitos outros debates sejam trazidos para nós, aqui dentro da secretaria, entender e atender melhor sempre", afirmou.
O superintendente da Sudef, Alexandre Baroni, ressaltou a necessidade de promover debates e discussões como a que ocorreu nesta terça-feira. "Acho que com esses encontros as pessoas podem trazer suas próprias experiências, muita gente tem contato com as questões na família, com amigos, mas muitas vezes não lidam naturalmente com isso porque não conhecem muito bem os temas. O tratar e lidar com as pessoas com deficiência não é feito de forma natural porque as pessoas desconhecem a forma como se faz isso", comentou.