24/08/2020
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) realizou nesta segunda-feira (24) mais uma edição do Simplifica SUAS. A edição discutiu os desafios da Educação Permanente do SUAS no Brasil e na Bahia, e contou com duas convidadas.
Ainda no início da transmissão, a superintendente de Assistência Social da SJDHDS, Leísa Sousa, conversou um pouco com os trabalhadores do SUAS que acompanharam a transmissão pela página da secretaria no Facebook.
"Nós estamos buscando e atuando com alternativas para continuarmos o trabalho de capacitação e orientação porque nós entendemos ele como fundamental para o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social", afirmou a superintendente.
A mediadora do evento, Gabriele Dultra, coordenadora de Gestão do SUAS na SJDHDS, iniciou a live trazendo informações sobre o questionário aplicado com trabalhadores do SUAS. Mais de 705 trabalhadores do SUAS responderam ao questionário.
A grande maioria dos participantes registrou a necessidade de ampliar e fortalecer as ações de gestão do trabalho, que tem sido uma das prioridades da gestão da SJDHDS.
“Muitas vezes enfrentamos processo de formação que não traz o desenho completo da política de assistência social, por isso importância da educação permanente para os trabalhadores que atuam na área”, pontuou Monaliza Cirino, psicóloga, trabalhadora do SUAS e especialista em Direitos Humanos e Contemporaneidade.
A especialista continua afirmando que a falta de uma educação permanente também é responsável por problemas como a reprodução de estruturas racistas, criminalização da pobreza e homofobia, por exemplo.
Para a doutora em Serviço Social e Consultora em Educação Permanente, Stela Ferreira, que também é autora da NOB/SUAS comentada, é importante ter planejamento e defender o fortalecimento do SUAS como instrumentos essenciais para a política pública.
“A educação permanente é mais do que uma oferta continuada de cursos. Ela é um processo de conhecimento e aprendizado, com a participação ativa dos trabalhadores e trabalhadores. É fundamental que a gente dispute os espaços de reflexão e discussão para fortalecer essa luta”, explica a profissional.
As convidadas responderam a perguntas e refletiram sobre comentários feitos durante a transmissão, que contou com participantes de mais de 70 municípios da Bahia e de outros estados brasileiros como São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Distrito Federal.