Projeto Pontos de Cuidado avança com estratégias de fortalecimento da rede

18/06/2025
formação virtual

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Bahia (Seades), através da Superintendência de Políticas Sobre Drogas e Acolhimento a Grupos Vulneráveis (Suprad), realizou nesta quarta-feira (18), formação virtual para as novas organizações parceiras do edital Pontos de Cuidado.

Durante o encontro foram levantadas questões relacionadas às políticas do cuidado e redução de danos. As organizações participaram de debates sobre o conteúdo do edital, os eixos de atuação, os projetos selecionados, legislação, além da troca de experiências entre os representantes.

O superintendente da Suprad, Gabriel Oliveira, contou que a atividade serviu como alinhamento prévio sobre a execução das propostas. O objetivo central é fortalecer a rede com os 14 novos pontos de cuidado. "Queremos expandir a ação de cuidado e redução de danos para contextos sociais e, também, estabelecer um processo de relação e parceria com a rede que já tem vasta experiência nas comunidades indígenas, terreiros, quilombos, população em situação de rua, movimentos sociais, áreas de reforma agrária e o movimento hip-hop", disse.

formação virtual

De acordo com Myro Rolim, educador social e redutor de danos da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (ABRAMD), trabalhar com a política de redução de danos é refletir sobre a perspectiva coletiva. "É importante pensar a redução de danos a partir das subjetividades dos territórios para sabermos como devemos atuar diante desta política nas localidades. O sujeito precisa de cuidado, vinculação e entendimento sobre o uso problemático de drogas. Redução de danos é garantia de direito da existência e dignidade humana", explicou.

A diretora da Escola Livre de Redução de Danos, Priscilla Gadelha, pontuou que a política de redução de danos precisa possibilitar que o usuário tenha crítica sobre o uso. "Não tem como pensar em redução de danos se não envolver a comunidade, potencializando alternativas de cuidado entre as pessoas. É pensar em qualidade de vida, dever, bem-estar e acesso a direitos. É necessário pensar como a redução de danos ajuda o usuário a encontrar formas de sentido de vida. É uma política de expansão da vida", concluiu.