Moda afro é oportunidade de qualificação profissional

14/06/2016
No bairro de Plataforma, Subúrbio Ferroviário de Salvador, jovens, homens, mulheres e até idosos participaram nesta terça-feira (14), da aula inaugural do projeto Motimba Mamento:  Educação Profissional de Moda com Rendas. Com investimento de R$ 312 mil, o curso atenderá, no período de 12 meses, o total de 180 pessoas de comunidade local e bairros adjacentes.

O objetivo do curso de moda afro, que é uma parceria entre a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e Associação Beneficente 25 de Julho, é qualificar à comunidade local para o mercado de trabalho e resgatar as tradições culturais de matrizes africanas. 

Para o secretário da SJDHDS, Geraldo Reis, que esteve presente com a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, Anhamona de Brito, a escolha da costura e adereços afro como caminho para o empreendorismo no bairro, principalmente para mulheres negras, é um ponto relevante do projeto e que precisa ser enaltecido. 

“O projeto Motimba Mamento também cumpre outros objetivos, que é do resgate da cultura africana, dos valores familiares e comunitário, além do empoderamento da mulher negra. É uma oportunidade para a melhoria da qualidade de vida, bem como alertar para a existência de novos valores e conduzir as pessoas à escolha de outros caminhos que não seja o imposto pela exclusão social e da criminalidade”, disse Geraldo.

Moda Africana

A partir de amanhã (14), cerca de 90 pessoas do bairro já inscritas no curso, composta majoritariamente por mulheres e dois homens, iniciarão as aulas, divididos em dois turnos, com duração de seis meses, na sede da Associação. De acordo com o professor, Jeferson Freire, o curso tem duração de seis meses, com conteúdo teórico composto por aulas de conhecimentos interpessoais, educação profissional e empreendorismo individual, além da qualificação técnica focalizada na arte de corte e costura, bordado e crochê. 

“Além da qualificação profissional, estimulando o empreendorismo na comunidade, o curso resgatará a questão cultural e religiosa africana, mostrando o significado das indumentárias afro e as figuras dos orixás que compõem os vestuários que eles irão produzir”, explicou a fundadora da Associação Beneficente 25 de Julho, Ivonete Santos.