20/09/2019
O Programa Corra pro Abraço, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), aborda na segunda edição do podcast Ativamente, lançado nesta segunda-feira (16), o tema “Saúde Mental”. A redutora de danos Luciana Carvalho entrevistou Laís Mendes, psicóloga, mestranda em estudos feministas e de gêneros e pesquisadora do campo de mulheres e saúde mental; Francisco Cunha, psicólogo da iniciativa estadual que atende pessoas usuárias de drogas em contexto de rua; e Girlene Almeida, coordenadora do Papo de Mulher e ativista referência da luta antimanicomial.
Segundo Laís Mendes, a nova política de saúde mental ameaça as politicas de redução de danos. “Temos visto retrocessos, mas a luta antimanicomial tem se organizado em ações de enfrentamento”. Ela trouxe um histórico sobre como se dava o acompanhamento de pessoas com sofrimento psíquico antes da reforma psiquiátrica. “Temos uma sociedade produtora de desigualdade e exclusão. Os manicômios surgem em lógica perversa higienista e racista. E isso se deu num processo de institucionalização dos corpos e da loucura”, finalizou relembrando o processo de lucro na privatização da assistência de saúde durante da ditadura militar no Brasil.
O psicólogo Francisco Cunha considera que a internação compulsória “é um processo delicado porque viola os direitos de quem faz o uso”. “Para, além disso, durante todo o processo da luta antimanicomial foi entendido que excluir pessoas e tirá-las do ambiente social e colocar em instituições hospitalares não traz benefícios para o seu cuidado, muito pelo contrário, traz prejuízos”. Ele não desconsidera a abstinência como uma possibilidade, mas acredita que “prender não é cuidar” e que uso de drogas não é questão de segurança, mas de cuidado.
Girlene Almeida compartilhou sua trajetória de atuação e luta antimanicomial. “O preconceito é muito grande. As políticas públicas são quase nenhuma”. Ela destaca que para mudar a história do louco precisamos pensar as políticas com as pessoas que usam os serviços. “Querem deixar o controle remoto ainda no louco. E eu não preciso de controle, eu preciso voar", conclui. Confira na íntegra nos perfis do @corraproabraço no Spotify e Youtube.
Segundo Laís Mendes, a nova política de saúde mental ameaça as politicas de redução de danos. “Temos visto retrocessos, mas a luta antimanicomial tem se organizado em ações de enfrentamento”. Ela trouxe um histórico sobre como se dava o acompanhamento de pessoas com sofrimento psíquico antes da reforma psiquiátrica. “Temos uma sociedade produtora de desigualdade e exclusão. Os manicômios surgem em lógica perversa higienista e racista. E isso se deu num processo de institucionalização dos corpos e da loucura”, finalizou relembrando o processo de lucro na privatização da assistência de saúde durante da ditadura militar no Brasil.
O psicólogo Francisco Cunha considera que a internação compulsória “é um processo delicado porque viola os direitos de quem faz o uso”. “Para, além disso, durante todo o processo da luta antimanicomial foi entendido que excluir pessoas e tirá-las do ambiente social e colocar em instituições hospitalares não traz benefícios para o seu cuidado, muito pelo contrário, traz prejuízos”. Ele não desconsidera a abstinência como uma possibilidade, mas acredita que “prender não é cuidar” e que uso de drogas não é questão de segurança, mas de cuidado.
Girlene Almeida compartilhou sua trajetória de atuação e luta antimanicomial. “O preconceito é muito grande. As políticas públicas são quase nenhuma”. Ela destaca que para mudar a história do louco precisamos pensar as políticas com as pessoas que usam os serviços. “Querem deixar o controle remoto ainda no louco. E eu não preciso de controle, eu preciso voar", conclui. Confira na íntegra nos perfis do @corraproabraço no Spotify e Youtube.
Fonte: Ascom Corra pro Abraço