Abertura do Novembro Negro Azeviche reafirma combate ao racismo institucional

18/11/2019
“Somos a mudança em pessoa. Ontem, menores infratoras, hoje, meninas pretas artistas, bailarinas, cantoras, capoeiristas e jogadoras!”. Essas vozes ativas, entoadas pelo grupo Força Feminina, da Case Feminina de Salvador, unidade da Fundac, marcaram o ato de abertura do Novembro Negro Azeviche, da Secretaria de Justiça, Direito Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). O ato aconteceu nesta segunda-feira (18), no hall de entrada do órgão.  

Com o tema "Azeviche: Nossos Corpos e as Instituições", a 11ª edição do Novembro Negro traz uma série de ações para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro). Nesta manhã, a abertura contou com apresentações e performances de expressão corporal, musicalidade, capoeira e atuação, além do lançamento do livro “Força Feminina, a Poesia que Liberta”, de autoria de meninas que integram as ações integradas da Fundac. 

O momento contou com a presença do secretário da SJDHDS, Carlos Martins, da diretora da Fundac, Regina Affonso, dos superintendentes de Direitos Humanos, Jones Carvalho; e da Pessoa com Deficiência, Alexandre Baroni; além de servidores e servidoras da SJDHDS e de membros da Comissão de Enfrentamento ao Racismo, Sexismo e Intolerância Religiosa, responsável pelo evento.  

“Começamos muito bem a nossa semana. Falarmos de racismo institucional não é fácil, mas, sem dúvida, é preciso. A gente precisa combater esse tipo de preconceito em nosso dia-a-dia, especialmente dentro de um lugar onde trabalhamos. Precisamos garantir que os direitos humanos sejam assegurados a todos e todas”, ressaltou o secretário.  

“Lutar contra o racismo, contra os ataques às religiões de matrizes africanas, contra o ódio e violência que ceifam vidas negras em nosso país, é um papel e dever de todos nós, seja nas ruas, em casa, no trabalho, em todo lugar”, completou Martins.  

“Ser a garota propaganda do Azeviche de 2019 me deu mais força para me reafirmar como mulher negra, aqui no trabalho e lá fora. Isso nos valoriza, nos dignifica e me dá a certeza de que sou valorizada, pela minha cor, em meu trabalho”, declarou Milena Barros, 25 anos, servidora da Coordenação de Serviços Gerais da SJDHDS, que também participou do ato de abertura. A jovem ainda desfilará na próxima quinta-feira (21), no tradicional desfile do Azeviche, no subsolo da Secretaria.  

Feira Azeviche

Umas das atrações do evento é a Feira Azeviche, que trouxe dez stands de roupas, acessórios de beleza, cabaças, turbantes, produtos de estética e saúde, quadros e livros de reafirmação à identidade negra. 

“Esse momento é um marco histórico para nós servidores. É a primeira edição que discutimos o racismo, o sexismo e a intolerância religiosa e a nossa a participação contra isso dentro do nosso espaço de trabalho. É o olhar para dentro, atuando para que esse preconceito não tenha espaço”, afirmou a presidente da Comissão, Isaura Genoveva.   

Pela tarde, a programação do Azeviche continua com oficina de turbantes, apresentação de percussão com integrantes do Neojiba, lançamento de livro e exibição de filme sobre os Quilombos da Bahia. 

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