13/11/2020
Com cerca de 60 participantes de movimentos e pastorais sociais, sindicatos, instituições e órgãos públicos, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) participou, nesta sexta-feira (13), de um seminário virtual sobre Trabalho Escravo Contemporâneo, promovido pela Comissão Pastoral da Terra-Bahia (CTP). O coordenador da Comissão de Enfrentamento ao Trabalho Escravo (Coetra-BA), órgão coordenado pela SJDHDS, Admar Fontes Júnior, palestrou no evento sobre as operações e ações de combate a esse crime.
O objetivo do evento online foi discutir, dar visibilidade e fortalecer a Campanha de Combate ao Trabalho Escravo na Bahia. De acordo com a CPT, nos últimos 24 anos, 54.778 pessoas em situação análoga à escravidão foram libertadas em todos o país. Só no estado da Bahia foram 3.374 desse total.
“A atuação da Coetrae-BA é fundamental para o enfrentamento do trabalho escravo no Estado. Além de prestarmos toda a assistência ao trabalhador resgatado, durante o resgate e no pós-resgate, também fazemos ações educativas através de orientações à sociedade, às comunidades, escolas, sindicatos e associações de como podem prevenir e denunciar, quais seus direitos e canais de denúncias. Através desse dialogo formativo, tentamos reduzir essa prática criminosa”, esclareceu Admar Fontes.
Durante a palestra, o coordenador da Coetrae-BA mostrou alguns dos últimos casos de operações de resgate em fazendas e carvoarias pelo interior do Estado. Casos como os de Santa Rita de Cássia, Eunápolis e Entre Rios evidenciaram as condições degradantes em que os trabalhadores eram submetidos, como alojamentos precários, alimentação indigna, entre outros agravantes.
A Coetrae-BA é composta por órgão federais, estaduais e também por entidades civis. Juntos eles atuam tanto na prevenção quanto no combate do trabalho escravo. Outro trabalho importante é a assistência dada aos trabalhadores resgatados de situações análogas à de escravo.