12/07/2022
Os resultados do 2° Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar na pandemia da Covid-19 no Brasil nortearam os debates da plenária ordinária do Conselho Estadual de Segurança Alimentar (CONSEA-BA) e da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), realizada na manhã desta terça-feira (12), em Salvador. O encontro reuniu diversos órgãos estaduais e representantes da sociedade civil que discutiram também os desafios e ações para o combate a insegurança alimentar na Bahia.
“O CONSEA-BA que tem representantes dos diversos territórios e diversas instâncias de governo está trazendo informações importantes dos seus diversos territórios na perspectiva de construir e orientar caminhos que são urgentes, e, portanto, políticas emergenciais e imediatas, mas também ações estruturantes para combater a insegurança alimentar”, explicou a superintendente de Inclusão e Segurança Alimentar da SJDHDS.
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A pesquisa, elaborada entre novembro de 2020 e abril de 2022, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e organizações nacionais e internacionais, apresentou os principais aspectos da insegurança alimentar no país e regiões e o funcionamento dos programas sociais para diminuir o número de pessoas em situação de extrema pobreza.
O levantamento apontou que a pandemia contribuiu para o aumento da insegurança alimentar em todas as regiões do país, com 15,5% da população em situação grave de insegurança alimentar. As zonas rurais brasileiras sofreram o maior impacto na pandemia insegurança alimentar de 60% dos domicílios. Em números, 125,2 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar e mais de 33 milhões em situação de fome em todo o país. Na região Nordeste, a pesquisa destaca que 21% da população vivem em situação de fome.
A Insegurança Hídrica foi um dos pontos apresentados pela pesquisa que relacionou a situação dos brasileiros com restrições ao acesso a água. Outros dados apontam também como a fome ocorre classificadas por raça, gênero e escolaridade e empregados e desempregados.
“Esse momento é importante porque é a retomada das ações presenciais do CONSEA. É a primeira plenária desde março de 2020. O CONSEA não parou, permaneceu atuando no enfrentamento a esse processo de desmonte das políticas, no enfrentamento no agravamento da fome. Com a apresentação da pesquisa de Insegurança Alimentar, ainda na versão dos dados nacionais e dos dados da região nordeste a gente consegue ter em dados indicadores concretos que a fome voltou e é um problema que precisa ser enfrentado”, disse a presidente do CONSEA-BA, Débora Rodrigues.