Nesse período de quarentena, muitos grupos de convivência e de fortalecimento de vínculo têm buscado alternativas para manter suas atividades físicas, culturais e de sociabilidade. É o caso dos quase 900 idosos dos grupos de convivência dos Centros Sociais Urbanos (CSU) da Bahia, equipamentos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), que têm participado de atividades remotas promovidas pelos colaboradores dos Centros.
No contexto de isolamento social e com a adoção de medidas preventivas e de combate ao Coronavírus, os encontros presenciais dos grupos de convivência foram suspensos. Sabendo da importância do grupo na vida dos idosos, as técnicas dos CSU’s, em conjunto com os coordenadores dos equipamentos e de voluntários, adotaram medidas de acompanhamento/atendimento virtuais (videoconferência, videoaulas e contatos telefônicos), buscando estimular o cuidado com a saúde física e psicológica dessas pessoas.
“Entre as atividades mais relevantes realizadas pelos 30 Centros Sociais Urbanos está o atendimento à pessoa idosa através dos Grupos de Convivência. Constituídos logo no surgimento dos CSU’s, há mais de 40 anos, eles realizam atividades voltadas ao bem-estar do idoso, contribuindo com a saúde mental através de atividades lúdicas e recreativas (danças, jogos, produção de artesanato, canto etc.), realizadas duas ou três vezes por semana em cada um dos Centros. Por isso, é de suma importância que este trabalho não pare”, afirmou o coordenador de Administração dos Centros Sociais Urbanos, Adriano Cerqueira.
Entre as atividades que estão sendo realizadas, todas com o suporte familiar, estão: a troca de mensagens, demonstrando cuidados e repassando orientações para prevenir acidentes domésticos; estimulo a depoimentos da "saudade", estimulando a memória e lembranças alegres; orientação para o desenvolvimento de trabalhos artesanais para aquelas idosas que já possuem habilidades; envio de vídeos e áudios orientando alongamentos e ginásticas simples que não gerem riscos e acidentes; estimulo a meditação, jogos e exercícios de memória através do whatsapp; cuidados com a higiene, saúde, vacinas, utilização do álcool gel e máscaras, entre outras.
No CSU de Pernambués, bairro de capital baiana, a coordenadora do equipamento, Rose Rian, conta com a ajuda de voluntários, entre eles, a Assistente Social Marluce Santana, que se voluntariou através da plataforma Bahia, Estado Voluntário.
“Criamos um projeto chamado “Vamos nos mexer”, onde os idosos participam de atividades físicas, de aula de zumba e de conversação. Isso os ajuda a sair da ociosidade, incentivando-os a trocar experiências, dividirem situações que estão passando e se distraírem em meio a essa pandemia. Para tudo isso acontecer, estamos contando com a ajuda de todos os servidores do CSU e, em especial, dos voluntários cadastrados na plataforma, uma importante iniciativa para incentivar as boas práticas através do voluntariado”, ressaltou Rose Rian.
No interior da Bahia, as atividades também estão a todo vapor. A técnica do grupo de idosos do CSU de Juazeiro, Sandra Maria Viveiros, disse que todo esse trabalho articulado e de parcerias tem ajudado a controlar a ansiedade neste momento difícil. “São enviadas, por whatsapp, mensagens e vídeos diversos com informações sobre a vacina H1N1, exercícios respiratórios, exercícios físicos e de alongamentos, modelos de artesanato e até mesmo receitas de culinária, tema que as idosas gostam bastante. Tudo isso sendo conduzido com muito cuidado e dedicação”, declarou.
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