22/06/2016
A convite da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), os conselheiros estaduais de Direitos Humanos visitaram ontem (21), no município de Candeias, a comunidade terapêutica Fundação Dr. Jesus. Com o intuito de contribuir com o fortalecimento do projeto, a visita preliminar teve como objetivo apresentar aos conselheiros o trabalho desenvolvido pela entidade, que passará por uma inspeção técnica no dia 28 de junho, a fim de salvaguardar os interesses de promoção e proteção de direitos humanos das pessoas em recuperação pela instituição e alinhar o trabalho às recomendações do Conselho.
Conveniado ao Governo do Estado, o equipamento coordenado pelo deputado estadual Pastor Sargento Isidoro oferece apoio para a reinserção social de pessoas dependentes de substâncias psicoativas. O trabalho é realizado em regime de abrigamento, funcionando 24 horas para prestar atendimento integral a 1200 pessoas usuárias de substâncias psicoativas. “A equipe interdisciplinar é formada por psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, pedagogos e professores de educação física, com o intuito de ajudar o recuperando a construir, conjuntamente com a família, o seu novo projeto de vida”, explicou a coordenadora Graciene Santos.
Na avaliação do conselheiro Ademir Santos, representante da sociedade civil, a visita à Fundação Dr. Jesus foi positiva, porque desmistificou preconceitos. “Testemunhei que o trabalho realizado e a rotina dos recuperandos estão focadas na reinserção daquelas pessoas na sociedade, e o governo tem um papel importante de apoiar essas iniciativas. O Conselho poderá ajudar por meio de uma comissão permanente de acompanhamento das atividades da entidade, contribuindo no processo de avaliação”, disse o conselheiro.
"A Fundação Dr. Jesus tem o desafio cotidiano de responder pelas vidas de milhares de pessoas que passam por esta comunidade terapêutica. Esse projeto tem um significado relevante para inúmeras famílias que estão torcendo pela recuperação dos seus entes familiares. Portanto, o Conselho de Direitos Humanos, formado por representantes de secretarias estaduais, Defensoria Pública (DP), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representantes da sociedade civil, tem que perceber a dimensão da contribuição deste projeto”, destacou a superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDHDS, Anhamona de Brito.
Para a representante da Defensoria Pública, Tereza Cristina, uma política efetiva de inclusão e a atuação mais presente das entidades que podem apoiar as comunidades terapêuticas são apontadas como umas das possibilidades de contribuição com a Fundação Dr. Jesus. “Conhecemos um trabalho que é visto por muitos como desqualificado, com um entendimento equivocado, inclusive das entidades de Direitos Humanos, como sendo algo que não atende a uma politica pública de inclusão. Mas, existe uma liderança que acolhe pessoas usuárias de substâncias psicoativas, com uma disciplina contundente, apoiada em valores e princípios, que consegue resultados significativos para uma mudança de conduta dos recuperandos”, disse Tereza Cristina.