Dia da Mulher: na SJDHDS, mais de 51% da equipe é feminina

08/03/2017
A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social – SJDHDS fez, nesta quarta-feira, um pronunciamento quando se celebra a data que simboliza a luta feminista ao redor do mundo.

Na SJDHDS, as mulheres são maioria: dos 825 integrantes da Secretaria, 423 são do sexo feminino. Elas também estão em paridade ou são maioria nos cargos de chefia: são três (a metade) superintendências, três (de seis) diretorias e 13 (de 21) coordenações.

Todavia, a realidade no mercado é diferente. Em Salvador e Região Metropolitana, as mulheres representam 51;8% dos desempregados, segundo estudos divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, na terça-feira (07). Já pesquisa salarial divulgada pela Catho, também na terça, aponta que as mulheres ganham menos que os homens em todos os cargos;  de estágio a gerente. E, de acordo com o IBGE, a média salarial masculina é de R4 2.251, enquanto a das mulheres é de R4 1.762.

No cenário político, a falta de representatividade é ainda maior: dos 513 integrantes da Câmara Federal, apenas 55 são mulheres e, dos 81 representantes do Senado, são somente 13 senadoras. Os dados colocam o país na 154ª posição em presença feminina no Parlamento - em um ranking composto por 190 países -, atrás de nações reconhecidamente opressoras, como Afeganistão, Síria e Iraque. Os índices brasileiros de engajamento feminino na política, além de estarem abaixo da média mundial, também perdem para o Oriente Médio – 11% da Câmara nacional é composta por mulheres, enquanto a média mundial está em torno de 22% e, no Oriente Médio, são 16%.

Desde a eleição da primeira mulher na Câmara Federal, em 1933, só foram eleitas outras 220 – lembrando que mulher só teve direito a voto em 1932. Se reunidas, portanto, todas as deputadas federais já eleitas ao longo da história no Brasil ocupariam apenas metade do plenário da Câmara.