04/09/2020
Como parte da programação do Setembro Verde, ação que fomenta mobilizações acerca dos direitos das Pessoas com Deficiência (PcD's), a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) promove uma série de atividades por meio da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Coede-BA). Nesta quinta-feira (03), as atividades tiveram início com uma capacitação sobre Acessibilidade Digital. O ato oficial de abertura da campanha será no dia 08 de setembro.
Pessoas de toda Bahia e de outros estados se inscreveram e participaram da capacitação, que contou com a palestra de Edilson Sacramento, jornalista e consultor em áudio descrição, graduando em produção cultural na UFBA e membro da rede PCD/Bahia; e Talita Barbosa, engenheira de Software no Itaú, ex-aluna da Reprograma e entusiasta da acessibilidade na web. A capacitação teve a tradução de Libras feita por intérpretes da Central de Intérpretes de Libras da Bahia (Cilba), vinculada à SJDHDS.
Em sua fala, o superintendente dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SJDHDS, Alexandre Baroni, reforçou que este ano a campanha traz o tema “Bem-estar e Acesso a Direitos das Pessoas com Deficiência" e que, em virtude a pandemia, as atividades estão previstas para acontecer online, respeitando as regras das autoridades de saúde no momento atual.
“Estamos inaugurando uma forma nova de fazer capacitação. Já faz parte das metas da Sudef realizar capacitações sobre acessibilidade e preparamos esse momento para fortalecer esse debate tão necessário e importante. A sociedade como um todo, ainda mais nesse momento de distanciamento social, precisa de mais conhecimento sobre Acessibilidade Digital”, explicou Baroni.
O jornalista e consultor em áudio descrição, Edilson Sacramento, fez uma contextualização sobre o tema, tratou sobre as restrições que as pessoas com deficiência enfrentam também nos meios digitais, e falou sobre as possibilidades e a necessidade da inclusão digital ser uma causa assumida pela sociedade.
“Menos de 1% dos sites brasileiros tem acessibilidade. Estamos diante de um paradigma a ser enfrentado por todos. Não somos iguais, temos necessidades específicas e é preciso que se contemple o maior número de pessoas também no processo digital. Meu aparelho pode ter acessibilidade mas nem sempre garante acesso, e é fundamental compreender a diferença entre acessável e acessível. Além de tudo, perceber a importância das PcD's nesse processo digital. Os desenvolvedores ao pensarem algum dispositivo, ferramenta, precisam incluir a acessibilidade, ter empatia e responsabilidade social”, destacou Sacramento.
A engenheira de Software no Itaú, Talita Barbosa, em sua palestra, abordou o tema “Acessibilidade na web: Como criar sites acessíveis”. A engenheira deu dicas práticas como o uso de contraste adequado em fundos e elementos para visualização, apresentou princípios, alternativas acessíveis e destacou que as pessoas precisam cobrar das empresas práticas inclusivas.
“Um site acessível precisa ser perceptível, operável, compreensível e robusto. O poder da web está na sua universalidade, essa é a sua essência. Por isso é importante falar sobre o tema e que as pessoas cobrem acessibilidade, pois as empresas estão cada vez mais preocupadas com isso. Produtos e serviços precisam ser de fácil acesso para qualquer pessoa e em diferentes contextos”, finalizou Barbosa.