Bate-papo sobre superação e empreendedorismo feminino reúne mulheres que atuam no sistema socioeducativo

17/03/2023
O perfil de mulheres empreendedoras, que atuam no sistema socioeducativo, foi destaque durante bate-papo promovido pela Fundac, órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), nesta quinta-feira (16). A atividade, em alusão ao Março Mulher, ocorreu na Comunidade de Atendimento Socioeducativo Salvador como forma de valorizar e divulgar o trabalho realizado por essas mulheres, em áreas como estética, artes, corte e costura e gastronomia.

Com um tom leve e descontraído, o bate-papo ocorreu como se as participantes estivessem sendo entrevistadas em um programa de rádio. Nele, a cada momento, uma convidada dialogava sobre a descoberta como empreendedora, a trajetória e os desafios ao longo da caminhada. O intuito foi apresentar talentos para estimular que outras mulheres coloquem em prática seus saberes e montem o próprio negócio, mirando-se nesses exemplos. “Se uma mulher avança. Todas avançam também”, afirmou Dilma Pereira, que juntamente com Elisete Soares e Fernanda Conceição organizou a ação, através do Núcleo de Atenção ao Colaborador (Nac).


Um dos exemplos exitosos, na área do empreendedorismo, foi o da colaboradora Evanice Pereira. Segundo relato, a descoberta do talento foi a partir do olhar, ou melhor, do paladar dos outros. Ela costumava fazer lanches para consumo próprio, que foram notados por colegas. Ao surgir uma oportunidade de capacitação, ela passou a enxergar o que antes era uma terapia como uma área de trabalho.

Já a trancista Jaciara dos Santos falou sobre a atividade e do sonho de finalizar um curso de estética, que teve que parar para trabalhar no mercado formal. Na ocasião, também foi contada a história da costureira Cilene Oliveira, desde o momento da sua descoberta no mundo do corte e costura, passando pela qualificação até que se transformasse na profissional que é hoje.

O bate-papo foi finalizado com o depoimento da gerente da unidade, Viviane Rocha, que falou sobre a participação de mulheres em postos de gestão. Já tendo atuado como vendedora de lanche e na área da higienização, para ajudar a criar seus dois filhos, Viviane reforçou a importância da autonomia feminina. Ela falou ainda sobre discursos machistas que a acompanharam e, inclusive, sobre o estranhamento de algumas pessoas ao saberem que ela é uma mulher negra ocupante de uma função de liderança em uma unidade socioeducativa. “Temos sempre que buscar lugares de poder, para além de falarmos sobre empoderamento”, concluiu.

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