30/07/2015
“Das três edições, esta foi a mostra que contou com maior público e melhor entendimento por parte da sociedade civil do que é realmente o tráfico de pessoas, da necessidade de enfrentá-lo e dos caminhos possíveis”. A conclusão é da assistente social do Núcleo Estadual de Enfrentamento do Tráfico (NETP/SJDHDS), Dilmeire Amorim, uma das comentaristas no encerramento da Mostra de Filmes sobre o Tráfico de Drogas. O evento, organizado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), aconteceu nos dias 27, 28 e 29 de julho, na sala Walter da Silveira, na Bibilioteca Central dos Barris.
Com o objetivo de estimular debates sobre o assunto em questão, no mês da campanha Coração Azul, a mostra exibiu os filmes Busca Implacável, Eu Escrava e Coisa Sujas e Belas, para um público formado por estagiários de serviços sociais, professores, advogados, policiais, agentes de proteção e alunos do CRIA, Organização Não Governamental que trabalha com crianças e adolescentes no enfrentamento de tráfico de pessoas.
Coisa Sujas e Belas - O último filme apresentado, Coisa Sujas e Belas (Dirty Pretty Things) conta a história de um nigeriano e de uma turca, Okwe (Chiwetel Eljofor) e Senay (Audrey Tautou), ambos imigrantes clandestinos que trabalham num hotel de Londres, tentando uma forma de legalizar sua situação. Depois de um encontro com outros africanos, Okwe descobre um esquema de falsificação de passaportes para imigrantes ilegais e outras atividades criminosas.
Depois da projeção, a assistente social, Dilmeire Amorim, e a advogada e mestre em Segurança Pública e Direitos Humanos, Tuane Santos, conversaram com os participantes sobre a película, mostrando a proximidade que a história tem com a realidade. “Tráfico de pessoas não existe só do Brasil para o exterior. Perto da gente, em Feira de Santana e Juazeiro, por exemplo, há bordéis que mantém jovens de outras cidades baianas, com liberdade restringida, a serviço da prostituição”, relata Tuane.
Estratégias - Entre os procedimentos a serem adotados no enfrentamento ao tráfico de pessoas na Bahia, a advogada sugeriu que o poder público priorize o assunto, capacitando os órgãos de Segurança Pública na definição, detecção e atuação nos casos específicos de comércio humano. “Também temos que sensibilizar cada vez mais a sociedade para que esteja alerta, evite e denuncie o crime”, concluiu.
ASCOM/SJDHDS
30/07/2015